Commodities Agrícolas
Oferta do Brasil. Os preços do açúcar tiveram a primeira queda da semana ontem no pregão da bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro terminaram o dia cotados a 14,58 centavos de dólar por libra-peso, queda de 24 pontos. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que os negócios de ontem foram pressionados pela oferta de produto proveniente do Brasil, conforme avança a colheita da cana-de-açúcar e também pelo fortalecimento do dólar no mercado internacional. Existe no mercado a expectativa de aumento da produção no Brasil e também na China, o que vem afetando os preços desde o início do ano. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq também registrou retração e terminou o dia a R$ 43,43 por saca, uma desvalorização de 5,73%.
Valorização na OIC. O indicador de preços da Organização Internacional do Café (OIC) fechou o mês de abril em alta de 1,3% sobre março, a US$ 1,2689 por libra-peso. O indicador foi influenciado pela valorização de 2,9% nos preços dos cafés suaves e de 6,3% dos cafés robustas. A alta ocorreu apesar da retração dos preços médios dos cafés brasileiros e também dos colombianos, que recuaram 0,4% e 3%, respectivamente no mês passado. Ontem, na bolsa de Nova York, as cotações do café para entrega em julho subiram 200 pontos e fecharam o dia a US$ 1,3615 por libra-peso, influenciadas por compras especulativas. Foi o terceiro dia consecutivo de alta em Nova York. Já no Brasil, o indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 285,10 por saca, alta de 0,42%.
Vendas especulativas. Depois de iniciar a semana em alta, os preços do cacau voltaram a cair na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho recuaram ontem US$ 126 e foram cotados a US$ 2.951 por tonelada. Vendas especulativas e a valorização do dólar no mercado internacional pressionaram os preços, segundo a Dow Jones Newswires. Analistas disseram que sem novos fundamentos para dar suporte às negociações, os preços estão mais expostos aos movimentos técnicos do mercado. O sentimento é de calmaria, já que a Costa do Marfim, maior produtor mundial, iniciou a colheita das amêndoas, que deve durar até outubro. No mercado interno, a arroba de cacau foi negociada ontem a R$ 84,66, queda de 4,9% segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Menor safra. Os preços do suco de laranja na bolsa de Nova York tiveram ontem o segundo dia consecutivo de alta nesta semana e atingiram o patamar mais alto em seis semanas. Os contratos com vencimento em setembro terminaram o pregão a US$ 1,4335 por libra-peso, alta de 375 pontos. Analistas disseram que compras especulativas de fundos que voltaram ao mercado de commodities, sinais de valorização nas análises gráficas e as preocupações em relação a uma safra menor no Brasil deram sustentação ao mercado. Como era esperado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não alterou sua expectativa para a produção de laranja da Flórida, que ficou estável em 132 milhões de caixas. No Brasil, a laranja pêra in natura foi cotada pelo Cepea a R$ 14,13 a caixa.