Agropecuária terá planejamento estratégico para duas décadas
“A Bahia tem uma matriz produtiva muito grande. Aqui produzimos praticamente tudo”, afirma o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, destacando a importância de o Estado ter um amplo planejamento para o desenvolvimento da agropecuária nos próximos 20 anos. “Nossa meta é organizar este planejamento até outubro deste ano”, disse ele. Para tanto, informa Salles, a Seagri está articulando a implantação de 16 câmaras setoriais, que vão abrigar 20 cadeias produtivas eleitas como prioritárias. Até o momento já foram criadas e instaladas as câmaras do Cacau, do Leite, da Carne, (com setores temáticos de aves/suínos, caprino-ovinos e bovinos/bubalinos) e das Fibras Naturais.
Estão sendo organizadas as câmaras da Apicultura; Algodão; Seringueira; Cana de Açúcar e derivados; Mandioca; Café; Grãos; Pesca e Aqüicultura; Biodiesel; Olericultura, Silvicultura e Fruticultura. Estas 12 câmaras serão instaladas no dia 28 deste mês, num grande evento que já está sendo organizado.
O secretário explica que “não podemos ficar apagando incêndios e resolvendo questões pontuais. Devemos, e vamos fazer, um planejamento estratégico para o setor, criando condições para o desenvolvimento da agropecuária da Bahia”. Salles disse que este planejamento deve focalizar questões como logística, armazenamento, comercialização, verticalização das cadeias, estradas, defesa animal e vegetal, capacitação, assistência técnica e crédito assistido.
O secretário da Agricultura enfatiza que um dos aspectos importantes do planejamento estratégico é que “ele será desenvolvido com a participação e compromisso de todos os elos das cadeias, funcionando a Secretaria da Agricultura como articuladora. Não será um plano do secretário, mas um planejamento da agropecuária, que funcionará independentemente de quem seja o secretário”. Dessa forma, cada cadeia terá a missão de, até o mês de outubro deste ano, apresentar o planejamento, detalhando os problemas e apontando as soluções e os planos de trabalho para as próximas duas décadas.
O secretário cita como exemplo a produção de seringa, informando que, hoje, a Bahia produz apenas 30% do que precisa para atender a demanda representada por cinco empresas de pneumática instalada no estado. “Para eliminar esse gargalo, estamos organizando o setor para ampliar a área plantada para 100 mil hectares nos próximos 20 anos”.
Fonte:
Ascom Seagri
Josalto Alves – DRT-Ba 931