Grupo chinês pretende investir em energias renováveis na Bahia
A missão da agropecuária baiana à República Popular da China começa a colher os primeiros resultados. Em Pequim, o grupo Pallas International Consultants assinou protocolo de intenções com o Governo da Bahia, por meio das secretarias da Agricultura (Seagri), do Planejamento (Seplan), da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm) e de Infraestrutura (Seinfra), reafirmando sua disposição de investir na Bahia no segmento de energias renováveis (biodiesel, solar, eólica e biomassa).
O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, assinou o documento juntamente com o presidente do Pallas, Richard Qiu. O empresário chinês afirmou que o ato se reveste da maior importância porque era necessário para oficializar o grupo junto ao governo da China, e, assim, dar sequência aos investimentos na Bahia. Ele disse ainda que a produção de oleaginosas e biodiesel e "outros negócios podem surgir em diversas áreas".
A comitiva baiana visitou as instalações do grupo Pallas, onde foram feitas apresentações das potencialidades e interesses de negócios de cada cadeia produtiva representada na delegação da Bahia. Salles explicou que a empresa quer investir em parceria com os produtores baianos nas culturas de soja, girassol e mamona, intencionando também a compra de produtos.
O próximo passo será a vinda de representante do grupo à Bahia para visitar as regiões que produzem estas culturas. A mamona tem seu maior polo produtor na região de Irecê, mas está presente também na Chapada Diamantina e na região nordeste do estado.
A soja é produzida na região oeste, e o girassol, além do oeste, está sendo produzido na Chapada e região nordeste. A visita dos empresários chineses deve acontecer nos próximos 90 dias.
Agroindústria também entra na pauta
A missão baiana permanece na China até a próxima segunda-feira. A programação inclui visitas a indústrias de processamento de frutas, de alho e gengibre, e também rodadas de negócios nas cidades de Jinan, Shandong e Laiwu.
Participam da missão representantes da Associação de Produtores de Cacau (APC), do Instituto da Fruta, da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, (Aiba), entidade que congrega 95% dos produtores do oeste baiano, da Associação dos Produtores de Algodão da Bahia (Apaba), da Fundação Bahia, da Associação dos Frigoríficos da Bahia, da Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense (Coopmac), e da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé).
A agropecuária baiana é responsável por 24% do PIB baiano, e os segmentos presentes nesta missão representam mais da metade deste percentual, segundo avalia o superintendente de Políticas do Agronegócio da Seagri, Jairo Vaz, enfatizando que a missão representa uma oportunidade concreta de expansão da presença baiana no continente asiático e conta com o apoio da Agência de Promoção à Exportação na China (Apex).