Commodities Agrícolas

27/05/2010

Commodities Agrícolas


Cobertura de posições. Movimentos de ajustes e coberturas de posições após a forte queda de terça-feira determinaram a alta das cotações do suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 1,3960 por libra-peso, ganho de 20 pontos, ao passo que os papéis para entrega em setembro subiram 135 pontos e atingiram US$ 1,4075. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires destacaram que o dia foi propício para os "ajustes" efetuados, uma vez que foram divulgados dados mais positivos sobre a economia americana. Projeções econômicas da OCDE para os países desenvolvidos também colaboraram para tornar o ambiente mais amigável para os movimentos "altistas" observados.


Sem direção. Um movimento de rolagem de posições no mercado de algodão na bolsa de Nova York provocou a queda dos contratos com vencimento em julho, de mais curto prazo, e a valorização dos vencimentos de prazo mais longo. Conforme relato da Dow Jones Newswires, julho caiu 23 pontos e fechou a 81,84 centavos de dólar por libra-peso, enquanto outubro subiu 62 pontos, para 78,15 centavos de dólar, e dezembro ganhou 78 pontos e fechou a 78,93 centavos. Traders nova-iorquinos destacaram que a demanda pela commodity dos EUA segue firme e que há oferta, mas que o segundo semestre dependerá do desenvolvimento da atual safra americana. Em Sorriso (MT), a arroba saiu por R$ 47,20, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Ganhos em Chicago. Dados e projeções mais positivos sobre as economias americana e europeia abriram espaço para a recuperação das cotações da soja ontem em Chicago. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires notaram que o otimismo prevaleceu até pela falta de novidades ligadas aos fundamentos de oferta e demanda do mercado. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 9,38 por bushel, alta de 7,50 centavos de dólar, ao passo que os papéis para entrega em novembro subiram 7 centavos, para US$ 9,10. São preços abaixo da barreira dos US$ 10 frequentada até recentemente, mas que também resistem a recuar abaixo de US$ 9. Em Rondonópolis (MT), a saca de 60 quilos segue em torno de R$ 31, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Dia de correção. Depois de recuarem na terça-feira, as cotações do milho também aproveitaram a relativa "tranquilidade-otimista" de ontem nos mercados e subiram na bolsa de Chicago. Os futuros para julho fecharam a US$ 3,7150 por bushel, ganho de 7,25 centavos de dólar em relação à véspera, enquanto dezembro subiu 8 centavos de dólar e alcançou US$ 3,9075. O comportamento climático nos EUA nesta fase de desenvolvimento das lavouras do país também chamou a atenção, mas sem força para mudar o direcionamento dos preços. De qualquer forma, por enquanto o quadro é favorável. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu, em média, por R$ 32,60, queda de 0,15%, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.

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