Barreiras lidera na limpeza
O Estado da Bahia, nono consumidor de agrotóxicos no Brasil, é o primeiro do Norte/Nordeste em recolhimento de embalagens vazias, informa o engenheiro agrônomo Maurício Lopes, responsável técnico pela Central Campo Limpo de Barreiras.
No ano passado, foram retiradas do campo cerca de 900 toneladas de recipientes de insumos utilizados.
A meta este ano, segundo previsões da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), é recolher 1.140 toneladas.
A central de Barreiras responde por 90% do total recolhido no Estado.
Um percentual, avalia Maurício Lopes, que mostra a “conscientização dos produtores, que chegam a percorrer até 300 km para devolver os vasilhames”.
Nas regiões mais distantes, para facilitar o recolhimento, foram instalados postos nos distritos de Garganta e Coaceral (Formosa do Rio Preto) e Rosário (Correntina).
“A idéia é levar máquinas para esses locais, para prensar as embalagens nos postos, diminuindo o volume transportado até à central”, diz Mauricio Lopes, explicando que uma carga de vasilhames prensados (em caminhão) equivale a seis não-prensados.
Ele enfatizou que, além da devolução, é imprescindível que o produtor faça a tríplice lavagem das embalagens para evitar que restos dos produtos químicos fiquem grudados nos vasilhames, o que impede o reaproveitamento.
“O processo é muito simples e deve ser feito na lavoura, na hora em que o produto é utilizado”. Das 618 toneladas de embalagens vazias entregues este ano, apenas 675 quilos tinham passado pelo processo da tríplice lavagem, ficando fora do padrão.
Inaugurada em 2001, a Central Campo Limpo de Barreiras funciona na forma de parceria entre a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) e Associação de Comércio de Insumos Agrícolas (Aciagri).
REUNIÃO – Na semana passada, em Salvador, a Adab reuniu representantes das oito centrais regionais do Projeto Campo Limpo para debater recolhimento, destinação final das embalagens vazias e o programa para redução do impacto ambiental causado por resíduos agroquímicos.
No ano passado foram vendidas cerca de 20 mil toneladas de agrotóxicos no Estado, segundo divulgação da Adab. A soja consumiu 35% dos insumos agrícolas no Estado (7 mil toneladas), seguida da banana, com (2 mil) e do algodão (1,5 mil).