Desclassificação que pune (A Tarde)

31/07/2006

Desclassificação que pune

 

As novas regras do Sisbov, renomeado Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (antes era Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalinas), prometem punição mais severa ao pecuarista que tiver o animal rastreado desclassificado para exportação.

Quem adverte é Vantuil Carneiro Sobrinho, diretor operacional da Brasil Certificação, em São Paulo, uma das empresas credenciadas pelo governo federal para fazer rastreabilidade de animais. Ele resumiu para A TARDE Rural que serão descontados, em média, R$ 3 por arroba de animal rastreado desqualificado.

“O produtor deve ficar atento ao processo de identificação para evitar prejuízos”, diz o diretor da Brasil Certificação, lembrando que as novas regras estão na Instrução Normativa 17, editada pelo Ministério da Agricultura no último dia 14.

Na Bahia, o rastreamento já é feito, mas a situação não se aplica, informou o diretor-geral da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Luciano Figueiredo.

“As mudanças definidas pelo novo Sisbov não atingem diretamente nossos pecuaristas, em razão de o Estado ainda não exportar carne bovina”, explicou.

A desclassificação normalmente ocorre por desconexão de dados contidos na Guia de Trânsito Animal e na Base Nacional de Dados (BND).

Entre os dados estão nome da propriedade e do produtor, sexo, idade e raça do animal, tempo de permanência na base de dados e na última propriedade em que esteve.

O cruzamento de dados será feito pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), no abate dos animais. A forma de identificação fica a cargo de cada pecuarista – marcação a fogo, tatuagem ou chip eletrônico, desde que acompanhada de brinco auricular ou bottom-padrão do sistema.