Commodities agrícolas

14/06/2010

Commodities agrícolas


 
 
Medo dos furacões. Os preços do suco de laranja terminaram em alta pelo segundo dia na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro fecharam o último pregão da semana passada cotados a US$ 1,4345 por libra-peso, valorização de 130 pontos em comparação ao dia anterior. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires disseram que os gráficos sinalizavam um bom momento para compras, o que deu suporte para a alta. Além disso, o mercado espera por uma temporada de furacões ativa, o que pode influenciar a produção na Flórida, apesar de a situação estar tranquila a té o momento. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos da laranja pêra in natura ficou em R$ 14,73, segundo o indicador Cepea/Eslaq. Em cinco dias, a commodity tem alta de 0,77%.
 
Compra de fundos. A compra de última hora de fundos especulativos e a influência de outras commodities acabaram jogando para cima a cotação da soja negociada no mercado americano, na sexta-feira. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em agosto encerraram o dia a US$ 9,2925 por bushel, com alta de 13,75 centavos de dólar. "A movimentação nos 30 minutos finais do pregão pareceu para mim relacionada a compra de fundos", disse à Dow Jones Newswires Mike Zuzolo, presidente do Global Commodity Analytics & Consulting. Esses fundos teriam comprado estimados três mil contratos. No mercado interno, a saca de soja ficou em R$ 35,39, com recuo diário de 1,09%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula queda de 0,67%.
 
Pressão chinesa. Os contratos futuros do milho encerraram o pregão de sexta-feira em alta em Chicago. Segundo analistas, o movimento foi impulsionado por especulações de que os estoques menores forçaram os processadores chineses a elevar suas importações dos EUA. Segundo o Centro Nacional de Informação de Grãos & Óleo, a China vendeu 524,8 mil toneladas das reservas do governo para atender à demanda doméstica. A China pode importar uma quantidade "enorme" de milho americano, disse à Bloomberg Niu Yishan, diretor-assistente do Conselho Americano de Grãos, em Pequim. Em Chicago, os papéis com vencimento em setembro fecharam a US$ 3,59 por bushel, alta de 6,50 centavos. No mercado doméstico, a saca ficou em R$ 19,79, segundo o Cepea/Esalq.
 
Plantação menor. Os preços futuros do trigo tiveram na sexta-feira a maior alta em cinco semanas, com informações de que o Canadá destinou a menor área para o plantio do cereal desde 1971. Com isso, o país reduziu suas projeções de ganho com a commodity. O Canadá é o segundo maior exportador mundial de trigo atrás dos EUA. Segundo Bruce Burnett, analista de mercado do Conselho Canadense do Trigo, a área plantada caiu 9% em relação a 2009, enquanto o cultivo da variedade durum pode recuar 40%. À Bloomberg, ele explicou que o recuo se deve aos preços baixos e às chuvas excessivas. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em setembro fecharam a US$ 4,57 por bushel, alta de 7 centavos. No Paraná, a saca ficou em R$ 22,66, queda de 0,87% no dia, segundo o Deral.

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