Commodities agrícolas
Conjunção favorável. A combinação entre oferta global mais justa, desvalorização do dólar e movimentos técnicos chegou a impulsionar as cotações do café ao mais elevado patamar em quase dois anos ontem na bolsa de Nova York, conforme relato da agência Dow Jones Newswires. Diante da disparada, os fundos especulativos "seguraram" suas apostas e os preços cederam um pouco, mas ainda fecharam em alta. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão a US$ 1,5875 por libra-peso, ganho de 60 pontos, ao passo que setembro subiu 35 pontos, para US$ 1,5960. O mercado doméstico para cafés finos, extrafinos e de boa qualidade permaneceu firme. Segundo o Escritório Carvalhaes, de Santos, a saca de 60,5 quilos do produto de boa qualidade saiu entre R$ 300 e R$ 315.
Ganhos em Chicago. Sinais de ampliação das importações chinesas e de demanda firme e condições climáticas adversas nos Estados Unidos garantiram a alta das cotações da soja ontem na bolsa de Chicago, segundo a Dow Jones Newswires. Os futuros com entrega em julho fecharam a US$ 9,5775 por bushel, ganho de centavos de dólar em relação à véspera, enquanto novembro subiu 9 centavos, para US$ 9,2450. No campo climático, o que chamou a atenção dos traders foi a perspectiva de umidade excessiva em regiões americanas. Problema semelhante poderá prejudicar também campos canadenses. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão para processamento saiu, em média, por R$ 32,21, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
Carona "altista". A alta de outras commodities em dia de desvalorização do dólar diante de outras moedas foi suficiente para determinar a alta das cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 3,5625 por bushel, ganho de 2,50 centavos, ao passo que os papéis para entrega em dezembro subiram 2,24 centavos e alcançaram US$ 3,7725. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires notaram que, ao contrário do que aconteceu no mercado de soja (ver ao lado), não houve notícias ligadas aos fundamentos de oferta e demanda do produto capazes de direcionar as cotações. No Paraná, a saca de 60 quilos do grão saiu por R$ 14,19, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
Clima e especulação. Compras especulativas, preocupações com a produção canadense e suporte dos fundos elevaram a cotação do trigo negociado no mercado americano. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em setembro fecharam ontem a US$ 4,7675, com alta de 9,25 centavos de dólar por bushel. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, o bushel para o mesmo período encerrou a US$ 5,02, alta de 12 centavos. Para analistas ouvidos pela Dow Jones, o clima úmido no Canadá deverá reduzir a semeadura. Em Kansas, traders aguardam as previsões do tempo para saber se os produtores conseguirão acelerar o plantio após o atraso caudado pelas chuvas. No mercado paranaense, a saca ficou em R$ 23,04 , sem variação, segundo o Deral.