Commodities agrícolas
Teto em dois anos.
Um forte movimento comprador elevou as cotações do café ao maior patamar em mais de dois anos na sexta-feira na bolsa de Nova York. Segundo a agência Dow Jones Newswires, fatores técnicos motivaram compras por parte de tradings e atraíram também fundos especulativos, que catapultaram a alta. Os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 1,6025 por libra-peso, ganho de 390 pontos, ao passo que os papéis para entrega registraram salto de 430 pontos e atingiram 1,6210 por libra-peso. Traders destacaram, ainda, a agressividade do Brasil no lado vendedor. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 305 e R$ 320, de acordo com o Escritório Carvalhaes, de Santos.
Piso em duas semanas.
Os preços dos contratos futuros do algodão recuaram ao menor nível em duas semanas com os sinais de que o apetite dos fundos especulativos pela commodity arrefeceu. Traders consultados pela agência Bloomberg não descartam a possibilidade de novas quedas nos próximos dias em virtude da provável continuidade da estratégia dos especuladores, ainda que a China tenha acenado com a elevação das cotas de importação do produto. Os contratos com vencimento em outubro fecharam a 78,56 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 60 pontos em relação à véspera. Em Rondonópolis (MT), a arroba saiu, em média, por R$ 49,80, de acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No Estado, o pico médio regional alcançado foi R$ 50.
Semana positiva.
As previsões de chuvas atipicamente pesadas para esta época do ano em regiões produtoras do Meio-Oeste dos Estados Unidos motivaram a alta das cotações da soja na sexta-feira na bolsa de Chicago. Com os ganhos, foi a primeira semana desde abril em que o grão ganhou valor. Conforme a agência Bloomberg, os papéis para agosto fecharam a US$ 9,51 por bushel, salto de 6,75 centavos de dólar, enquanto os contratos do grão com vencimento em novembro encerraram o pregão a US$ 9,3050 por bushel, alta de 5,50 centavos de dólar. No Paraná, a saca de 60 quilos destinada a processamento foi negociada, em média, por R$ 32,38, 0,4% abaixo de quinta-feira, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado.
Chuvas nos EUA.
As previsões de adversidades climáticas que motivaram a valorização da soja na sexta-feira em Chicago também foram positivas para as cotações do milho, de acordo com a agência Bloomberg. Os contratos com vencimento em setembro registraram variação positiva de 3 centavos e encerraram a semana passada a US$ 3,70 por bushel, ao passo que os papéis para entrega em US$ 3,8050, valorização de 2,25 centavos de dólar em relação à véspera. Traders de Chicago afirmaram que as fortes chuvas previstas para regiões do Meio-Oeste americano tendem também a atrapalhar os cronogramas de plantio dos produtores do país. No Paraná, a saca de 60 quilos permaneceu, em média, em R$ 14,13, conforme o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.