Commodities agrícolas

01/07/2010

Commodities agrícolas


 
Demanda aquecida. Depois de dois dias de quedas consecutivas, os preços do açúcar fecharam em alta pela primeira vez na semana, como consequência de recompras de posições vendidas e também da expectativa do mercado de que a demanda continue aquecida. Ontem, os contratos com vencimento outubro terminaram o dia contados a 16,06 centavos de dólar por libra-peso, alta de 78 pontos sobre o dia anterior. Segundo a Dow Jones Newswires, analistas consideram que os países importadores estão com estoques reduzidos e que precisarão voltar ao mercado para realizar novas compras. Grande parte dessa demanda virá dos países do Oriente Médio e Ásia. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,35% para R$ 40,21 por saca de açúcar cristal.

Atuação dos fundos. Os contratos do suco de laranja fecharam em alta ontem em Nova York com a forte atuação dos fundos especulativos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, embora o furacão Alex não seja uma ameaça à Flórida, sua presença no Golfo do México causou nervosismo. A Flórida é o segundo maior produtor de laranjas do mundo, depois do Brasil. Os contratos para setembro fecharam o pregão a US$ 1,4835 por libra-peso, alta de 545 pontos. "Os especuladores estão em busca de qualquer fato para manter o mercado andando, e a presença do furacão no Golfo deixou alguns ansiosos", disse Jimmy Tintle, da TransWorld Futures. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria paulista ficou em R$ 14,65, segundo o Cepea/Esalq.

Área menor nos EUA. O relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) fez com que os preços do milho disparassem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro terminaram a quarta-feira valendo US$ 3,6275 por bushel, ganhos de 29,5 centavos de dólar em comparação ao dia anterior. Segundo a Dow Jones Newswires, a estimativa de estoques nos EUA foi de 108,6 milhões de toneladas, 7,5 milhões a menos do que era esperado pelo mercado. Para a área plantada foram previstos 87,87 milhões de hectares, também inferior ao estimado pelos analistas, que consideraram o relatório "surpreendente". No mercado interno, a saca terminou o dia valendo R$ 13,95 no Estado do Paraná, queda de 0,14%, segundo o Deral.

Recompra de contratos. Os preços do trigo na bolsa de Chicago terminaram o pregão de ontem em alta, acompanhando o desempenho também positivo das cotações do milho. Os contratos com vencimento em setembro terminaram os negócios de quarta-feira cotados a US$ 4,8025 por bushel, valorização de 23,25 centavos de dólar. Na bolsa do Kansas, os contratos para setembro fecharam o dia com ganhos de 17 centavos a US$ 4,96 por bushel Segundo a Dow Jones Newswires, esse é o patamar mais elevado das últimas quatro semanas em Chicago e também refletem uma recompra de posições vendidas, já que nos dois primeiros dias da semana o mercado registrou perdas para o trigo. No Paraná, a saca terminou o dia valendo R$ 22,62, com queda de 0,04%, segundo informações do Deral.

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