Commodities agrícolas
Demanda aquecida. Depois de dois dias de quedas consecutivas, os preços do açúcar fecharam em alta pela primeira vez na semana, como consequência de recompras de posições vendidas e também da expectativa do mercado de que a demanda continue aquecida. Ontem, os contratos com vencimento outubro terminaram o dia contados a 16,06 centavos de dólar por libra-peso, alta de 78 pontos sobre o dia anterior. Segundo a Dow Jones Newswires, analistas consideram que os países importadores estão com estoques reduzidos e que precisarão voltar ao mercado para realizar novas compras. Grande parte dessa demanda virá dos países do Oriente Médio e Ásia. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,35% para R$ 40,21 por saca de açúcar cristal.
Atuação dos fundos. Os contratos do suco de laranja fecharam em alta ontem em Nova York com a forte atuação dos fundos especulativos. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, embora o furacão Alex não seja uma ameaça à Flórida, sua presença no Golfo do México causou nervosismo. A Flórida é o segundo maior produtor de laranjas do mundo, depois do Brasil. Os contratos para setembro fecharam o pregão a US$ 1,4835 por libra-peso, alta de 545 pontos. "Os especuladores estão em busca de qualquer fato para manter o mercado andando, e a presença do furacão no Golfo deixou alguns ansiosos", disse Jimmy Tintle, da TransWorld Futures. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria paulista ficou em R$ 14,65, segundo o Cepea/Esalq.
Área menor nos EUA. O relatório divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) fez com que os preços do milho disparassem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em setembro terminaram a quarta-feira valendo US$ 3,6275 por bushel, ganhos de 29,5 centavos de dólar em comparação ao dia anterior. Segundo a Dow Jones Newswires, a estimativa de estoques nos EUA foi de 108,6 milhões de toneladas, 7,5 milhões a menos do que era esperado pelo mercado. Para a área plantada foram previstos 87,87 milhões de hectares, também inferior ao estimado pelos analistas, que consideraram o relatório "surpreendente". No mercado interno, a saca terminou o dia valendo R$ 13,95 no Estado do Paraná, queda de 0,14%, segundo o Deral.
Recompra de contratos. Os preços do trigo na bolsa de Chicago terminaram o pregão de ontem em alta, acompanhando o desempenho também positivo das cotações do milho. Os contratos com vencimento em setembro terminaram os negócios de quarta-feira cotados a US$ 4,8025 por bushel, valorização de 23,25 centavos de dólar. Na bolsa do Kansas, os contratos para setembro fecharam o dia com ganhos de 17 centavos a US$ 4,96 por bushel Segundo a Dow Jones Newswires, esse é o patamar mais elevado das últimas quatro semanas em Chicago e também refletem uma recompra de posições vendidas, já que nos dois primeiros dias da semana o mercado registrou perdas para o trigo. No Paraná, a saca terminou o dia valendo R$ 22,62, com queda de 0,04%, segundo informações do Deral.