Commodities Agrícolas
Queda em Chicago
Os preços futuros da soja fecharam em queda ontem, na bolsa de Chicago, como reflexo das pesadas entregas de comerciais contra os contratos de agosto, segundo analistas ouvidos pela agência Reuters. Os contratos para setembro fecharam a US$ 5,7925 o bushel, com recuo de 6,25 centavos em relação ao pregão anterior. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou que 53% das lavouras de soja dos EUA estavam de boa para excelente, com queda de 1 ponto percentual sobre a semana anterior. No mercado paulista, a saca de 60 quilos da soja fechou a R$ 27,56, segundo o índice Cepea/Esalq. Os embarques de soja em grão atingiram 4,376 milhões de toneladas no mês passado, aumento de 61% sobre julho de 2005, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Colheita no Brasil
Levantamento do Conselho Nacional do Café (CNC) mostra que a colheita de café arábica no país já ultrapassou 50% do total previsto para a safra 2006/07. Os Estados do Espírito Santo e Paraná estão mais avançados. O clima seco favoreceu a colheita. Apesar do ritmo mais avançado, nem metade do café chegou aos armazéns das cooperativas. Nas bolsas internacionais, os preços futuros do grão fecharam em queda ontem, pressionados por movimento de liquidação de lucro por parte dos fundos e especuladores. Os contratos para dezembro encerraram o dia a US$ 1,0245 a libra-peso, com recuo de 100 pontos em relação ao pregão anterior. Chuvas esparsas estão previstas para as regiões produtoras de café do país. Em São Paulo, a saca de 60 quilos fechou a R$ 216,76, segundo o Cepea/Esalq.
Compras especulativas deram suporte aos preços futuros do algodão, que atingiram ontem o maior patamar das últimas cinco semanas. Os contratos para dezembro encerraram a 56,76 centavos de dólar por libra-peso, na bolsa de Nova York, com alta de 148 pontos sobre o pregão anterior. Parte das regiões produtoras de algodão dos Estados Unidos foi atingida pela forte seca. As preocupações sobre o clima não estão concentradas somente na região do Texas, principal produtor. Regiões do Mississipi e Sudoeste dos EUA também foram atingidas pelo clima seco, de acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. As condições de lavouras de algodão nos EUA também pioraram. No mercado paulista, o algodão fechou a R$ 1,2686 a libra-peso, segundo o Cepea/Esalq.
Tempestade tropical
A ameaça de uma tempestade tropical sobre as regiões produtoras de laranja da Flórida fez com que os preços futuros do suco de laranja disparassem ontem no mercado internacional. Os contratos para novembro encerraram o pregão a US$ 1,7655 a libra-peso, na bolsa de Nova York, com aumento de 605 pontos sobre a sessão anterior. A Central Nacional de Furacões, dos EUA, informou que a tempestade tropical Chris está próxima à região do Caribe, mas a tempestade pode não se transformar em um furacão, segundo meteorologistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O mercado continua atento à temporada de furacões sobre as regiões produtoras dos EUA. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias fechou a R$ 10,72, segundo o Cepea/Esalq.