Commodities Agrícolas
Economia mais fraca.
Os futuros de suco de laranja caíram ontem em Nova York com os traders reduzindo seus investimentos de risco em commodities, diante de uma persistente preocupação com a economia mundial. Os contratos para setembro encerraram o dia a US$ 1,466 libra-peso, uma desvalorização de 450 pontos. De acordo com a agência Dow Jones, os preços do suco foram influenciados pelo desempenho negativo das ações nos Estados Unidos e também pela queda do petróleo. Analistas consideram que o enfraquecimento da economia pode elevar as pressões sobre as vendas no varejo americano, que já apresentaram queda nos últimos meses. No Brasil, os preços da laranja para indústria fecharam o dia a R$ 14,82 por caixa de 40,8 kg, segundo o Cepea.
Previsão de chuvas.
As apostas de que as chuvas que virão nos próximos dias deverão aliviar a pressão sobre a soja americana fizeram a cotação da commodity recuar ontem no mercado americano. De acordo com o serviço de meteorologia dos Estados Unidos, as chuvas sobre as regiões produtoras do país compensarão a escassez de água registrada na última semana - cerca de 25% a menos de precipitação que o esperado para esta época do ano, segundo a agência Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em agosto fecharam o dia a US$ 9,4050 por bushel, com queda de 4 centavos de dólar. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja ficou em R$ 36,79, com queda diária de 0,3%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity já acumula alta de 0,3%.
Queda em Chicago.
Os contratos futuros de milho negociados na bolsa de Chicago, com entrega para setembro, encerraram o dia a US$ 3,6800 por bushel, com queda de 4,50 centavos de dólar. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, o recuo diário se deveu a especulações de que as chuvas previstas para o fim desta semana irão aumentar a umidade do solo e melhorar as perspectivas de ganho nos Estados Unidos. O país é o maior exportador mundial da commodity. "A projeção é de chuvas nas áreas mais secas de produção", disse à agência Jerry Gidel, analista de mercados da North American Risk Management Services. . No mercado interno, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 18,60, valorização no dia de 0,28%, segundo o Cepea/BM&FBovespa.
Forte estiagem.
Os futuros de trigo subiram ontem nas bolsas americanas com a preocupação de que o clima adverso na Europa irá reduzir a produção no continente. Os papéis com vencimento em setembro na bolsa de Chicago fecharam em US$ 5,0750 o bushel, valorização de 4,5 centavos. Em Kansas, o mesmo vencimento ficou em US$ 5,2150 o bushel, alta de 5 centavos. De acordo com a Bloomberg, a Rússia irá colher 85 milhões de toneladas neste ano, 5,6% menos do que o previsto. A aridez na França, Alemanha e Reino Unido também pode provocar corte da oferta, segundo a Martell Crop Projections. . Alguns especuladores retiraram suas apostas na queda dos preços, de acordo com a Bloomberg. No mercado do Paraná, a saca de 60 quilos fechou em R$ 22,89, segundo o Departamento de Economia Rural do Paraná.