Estado incentiva produção no sudoeste

20/07/2010

Estado incentiva produção no sudoeste


Por meio da colheita mecânica e do preparo do solo, garantidos pelo protocolo de cooperação técnica e financeira entre a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia (Seagri) e instituições parceiras, produtores de algodão familiares do sudoeste baiano esperam um incremento na área plantada de até 15%, a expansão da cotonicultura e de melhores condições para a produção, beneficiamento e comercialização do produto.

O assunto foi debatido durante o Dia de Campo realizado, sexta-feira passada, no distrito de Canabrava, município de Malhada, no sudoeste do estado, a cerca de 850 quilômetros de Salvador. O evento teve a participação de pequenos cotonicultores de diversos municípios da região, autoridades e técnicos do setor, e sinalizou para um aumento da produção além das expectativas, tanto com relação à área plantada, como em volume de produtividade.

Conquista – "A partir do incentivo, ampliaremos nossa área cultivada de 700 para 3 mil hectares e também aumentaremos a nossa produtividade média, que é de 170 arrobas por hectare. Outra conquista é o repasse do caroço para a Petrobras, por intermédio da EBDA, que servirá de matéria-prima para a produção de biodiesel", disse o presidente da Associação dos Produtores de Leite e Algodão de Malhada (Aaproleite), Aurelizo Costa de Jesus.

De acordo com o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, a Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, "mas não temos no estado nenhuma grande indústria de beneficiamento". Verticalizar a produção, para agregar valor, é uma das metas da Seagri, que em parceria com a Aiba, Abapa, Fundeagro, Fundação Bahia e Fundação Getúlio Vargas, (FGV), está desenvolvendo um estudo para viabilizar a implantação de indústrias no oeste e no sudoeste do estado, para agregar valores às cadeias da soja, do milho e do algodão.


 

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