Commodities Agrícolas

21/07/2010

Commodities Agrícolas
    


 
 
Furacões à vista. Os futuros de suco de laranja subiram ontem na bolsa de Nova York dando continuidade ao movimento do dia anterior e com a ameaça de furacão ganhando força no Caribe. Os papéis para novembro encerraram o pregão de ontem em 143,60 centavos de dólar a libra-peso, alta de 75 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, a alta foi principalmente técnica. Traders também estão assistindo a um clima tropical com sinais fortes na região do Caribe. Meteorologistas do Centro Nacional de Furacões de Miami estão monitorando um distúrbio climático no mar do Caribe, que eles acreditam que tem grandes chances de se desenvolver nos próximos dois dias. No mercado interno, a caixa de laranja para a indústria fechou estável em R$ 14,82, segundo o Cepea/Esalq.

Demanda incerta. As incertezas sobre o tamanho da demanda global de algodão fizeram com que os preços da pluma terminassem em queda ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a terça-feira cotados a 73,01 centavos de dólar por libra-peso, queda de 61 pontos, o segundo recuo consecutivo na semana. Segundo a Dow Jones Newswires, a união entre uma expectativa de grande safra nos Estados Unidos e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da cultura criaram um ambiente de pressão sobre os preços. Além disso, os analistas ainda têm dúvidas se a demanda global será suficiente para consumir toda a oferta. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq caiu 0,18% para 1,653 por libra-peso.
 
Chuvas nos EUA. O preço do milho declinou pela segunda sessão na bolsa de Chicago com a ocorrência de chuvas no Meio-Oeste americano , que melhoraram as perspectivas para as lavouras do país. Os papéis para dezembro fecharam a US$ 3,8750 o bushel, queda de 6,50 centavos de dólar. De acordo com informações da World Weather. Inc., citadas pela Bloomberg, a chuva nas últimas 48 horas melhorou a umidade do solo em Missouri, Illinois e Indiana. Ainda há previsões de mais chuvas na região nos próximos dias, reduzindo os riscos de perdas climáticas. Segundo a Bloomberg, o milho também declinou com liquidação especulativa de investidores, após os preços subirem 18% entre 29 de junho e 16 de julho. Em Lucas do Rio Verde (MT), a saca continua estável em R$ 6,50, segundo o Imea/Famato.
 
Rússia no mercado. Os futuros de trigo recuaram pela terceira sessão consecutiva depois que o Egito, o maior comprador mundial, deixou de adquirir o cereal dos americanos para comprar da Rússia, aliviando temores de que haveria escassez de trigo russo por causa da seca na Europa. Os papéis para dezembro fecharam em US$ 6,07 o bushel em Chicago, retração 4,5 centavos de dólar. Em Kansas, o mesmo contrato fechou em US$ 6,065, queda de 5,75 centavos por bushel. Segundo a Bloomberg, o Egito informou ontem que comprou 120 mil toneladas de trigo da Rússia e o Iraque, que acertou a compra de 350 mil toneladas dos EUA, Romênia, Canadá e Rússia - neste caso, a participação do cereal americano foi de apenas 50 mil toneladas. No mercado do Paraná, a saca de trigo fechou estável em R$ 22,56, segundo Deral/Seab.

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