Commodities Agrícolas

30/07/2010

Commodities Agrícolas

   


Demanda fraca. Os contratos futuros do cacau subiram na quinta-feira em Nova York, na esteira das outras commodities. De modo geral, o mercado registrou uma tendência altista dada a resiliência da economia americana em se recuperar, o que elevou a cotação do dólar. Na bolsa americana, os contratos para dezembro encerraram a US$ 3.071 por tonelada, com alta de US$ 37. Além disso, os preços continuam sustentados pela demanda mais fraca. De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones, essa desaceleração no consumo é normal no período do verão no Hemisfério Norte, mas a situação deve ser normalizada entre setembro e outubro. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médico da arroba da amêndoa foi de R$ 86,33, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

Clima quente. Os contratos futuros do algodão encerraram o pregão de quinta-feira em Nova York com a maior alta em um mês, devido a preocupações de que o clima seco e quente afetará a safra americana. Segundo o serviço meteorológico do país, a temperatura no Delta do Mississippi - umas das principais regiões produtoras dos EUA - mantém-se muito acima do normal nas últimas duas semanas. "A produção dessa região está derretendo", disse Keith Brown, presidente da Keith Brown & Co, da Geórgia, em entrevista à Bloomberg. Na bolsa de Nova York, os papéis com entrega em dezembro fecharam a 76,91 centavos por libra-peso, com alta de 60 pontos. No mercado interno, o preço médio da libra-peso ficou em R$ 1,6314, alta de 0,08%, segundo o Cepea/Esalq.
 
No embalo do trigo. Os futuros de soja subiram ontem na bolsa de Chicago no embalo da alta do trigo. Os papéis com vencimento em setembro encerraram o pregão a US$ 9,9275 o bushel, valorização de 7,75 centavos de dólar. De acordo com a Dow Jones Newswires, os fundos especulativos tinham estimado compras de 5 mil lotes, o que indica, segundo analistas, um aquecido fluxo de investimentos neste mercado. A soja continua se alimentando do positivo momento do trigo. Diante da baixa perspectiva de suprimento mundial do cereal, há tendência de aumento da demanda por farelo de soja. No mercado interno, o dia foi de alta das cotações. A saca de 60 quilos do grão em Lucas do Rio Verde (MT) fechou em R$ 33,80, alta de 2,1% em relação ao dia anterior, segundo o Imea/Famato.

Influência externa. Os contratos futuros do milho encerraram em alta na quinta-feira na bolsa de Chicago, influenciados pelo bom desempenho do trigo no mercado. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones, preocupações com a oferta europeia e russa - regiões produtoras que enfrentam forte seca nesta safra - estão provocando uma forte alta no trigo. E isso torna o milho mais atraente para produtores de ração, que podem preferir um ou outro cereal, dependendo do preço. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em dezembro encerraram o dia a US$ 3,9375 por bushel, com alta de 3 centavos. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 19,37, com alta de 0,17%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 3,35%.

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