Commodities Agrícolas

18/08/2010

Commodities Agrícolas


 
Oferta brasileira. Depois de atingir o maior valor em 12 anos na segunda-feira, os preços do café terminaram em queda os negócios de ontem da bolsa de Nova York, em um movimento de realização de lucros depois da forte alta. No primeiro pregão da semana, a valorização foi de 350 pontos. Ontem, os contratos com vencimento em dezembro terminaram o dia cotados a US$ 1,783 por libra-peso, retração de 280 pontos. Segundo informações da Bloomberg, o mercado começa a sentir o aumento da disponibilidade de café, proveniente principalmente da colheita brasileira que avança rapidamente. A expectativa é que o aumento da oferta coloque uma "tampa" sobre os preços. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq terminou o dia valendo R$ 317,23 por saca, queda de 1,34%.
 
Forte valorização. A expectativa de que lavouras de regiões do Meio-Oeste dos Estados Unidos enfrentem problemas climáticos em sua fase aguda de desenvolvimento e a forte demanda pelo produto daquele país determinaram a forte valorização do grão ontem na bolsa de Chicago, relatou a agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 10,4525 por bushel, em alta de 11,25 centavos de dólar, enquanto os futuros para entrega em novembro subiu 10,50 centavos de dólar, para US$ 10,42. Em Primavera do Leste (MT), as ofertas de compra saíram por R$ 38, enquanto as de venda ficaram, em média, em R$ 39,25, de acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
 
Ásia compra mais. Os contratos futuros de milho subiram ontem pela terceira vez em quatro pregões, na medida em que os importadores da Ásia aumentaram as compras do produto americano. Os Estados Unidos são os maiores produtores e exportadores de milho do mundo. Segundo o Departamento de Agricultura americano, o país vendeu 121,9 mil toneladas de milho para o Japão e outras 110 mil toneladas a demais localidades, todos com entrega no ano fiscal que se iniciará em 1º de setembro. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 4,3000 por bushel, com alta de 7,25 centavos de dólar. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 20,52, com alta diária de 1,24%, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa.
 
Realização de lucros. Os contratos futuros de trigo recuaram ontem pelo terceiro pregão consecutivo nas bolsas americanas. Segundo a agência Dow Jones, a queda se deveu à realização de lucros e ao fato de os traders já estarem focando na próxima safra de inverno no Hemisfério Norte, que começará a ser semeada em setembro para colheita no ano que vem. Nem mesmo a confirmação de que a Ucrânia se tornará o último, dentre os maiores produtores, a diminuir as exportações do cereal conseguiu sustentar as cotações. Na bolsa de Chicago, os papéis para dezembro fecharam a US$ 6,8375 por bushel, queda de 12,50 centavos. Em Kansas, a US$ 6,9175 por bushel, queda de 11,25. No mercado paranaense, a saca ficou em R$ 23,75, com alta de 0,42%, segundo o Deral.
 

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