Pensar a Bahia debate gestão pública para o estado no Século XXI
Aproximadamente 400 pessoas participaram do Pensar a Bahia, que chegou a sua sétima edição, ontem, tendo como tema central a Gestão Pública do Século XXI. Promovido pela Secretaria do Planejamento (Seplan), o ciclo de debates faz parte do Plano Bahia 2023, documento que está sendo elaborado como estratégia de planejamento de longo prazo para a Bahia, tendo como horizonte o ano em que o estado comemora seus 200 anos de independência.
O secretário de Ações Estratégicas da Presidência da República, Ariel Pares, deu o tom das discussões ao falar sobre as tendências e aspectos que devem orientar um projeto de desenvolvimento de um Estado democrático, ponderando sobre os obstáculos para implementar com efetividade a gestão por resultados.
"Não é uma tarefa simples. Além de promover descentralização, devemos buscar uma maior interação com a sociedade, valorizando o empreendedorismo social", afirmou.
De acordo com o secretário, "o gestor público está sempre convencido de que está fazendo o melhor, mas nem sempre é percebido pela sociedade como o melhor. A avaliação participativa é muito importante junto ao público beneficiário. E o planejamento dessas ações deve ser feito em base territorial, pois a possibilidade de sinalizar o futuro de cada território é a capacidade do município de se planejar".
Requalificação – Na opinião do secretário estadual da Administração, Manoel Vitório, a Bahia vem aperfeiçoando as formas de aquisição e contratações, o que gerou uma requalificação de gastos da ordem de R$ 492 milhões.
O secretário do Planejamento, Antônio Valença, disse que o planejamento estratégico é fundamental para aperfeiçoar ainda mais a gestão da máquina pública.
"É preciso promover um esforço de reagrupamento das ações de governo para prover determinados serviços em todas as regiões e contar também com uma cor-responsabilidade entre Estado e sociedade, por intermédio de associações, ONGs, voluntários e cooperativas."