Commodities Agrícolas (Valor Econômico)

04/08/2006

Commodities Agrícolas

 

Novos contratos
 

A bolsa de Nova York anunciou ontem (dia 3) que lançará este ano contratos para o suco de laranja não concentrado, cuja produção já representa 30% da oferta global, ao passo que o produto concentrado representa os demais 70%. Este reagiu ao enfraquecimento da tempestade tropical Chris nos EUA e despencou na bolsa. Prevaleceu, segundo a Dow Jones Newswires, a sensação de que, enfraquecido, o Chris não causará danos significativos nos pomares de laranja da Flórida. Setembro recuou ontem 430 pontos, para US$ 1,6855, e novembro fechou a US$ 1,6960, em queda de 400 pontos. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco saiu por R$ 10,77 na média paulista, conforme o Cepea/Esalq.

 

 

Maior preço em 3 meses
 

Compras de fundos e coberturas de posições impulsionaram as cotações do café ao maior patamar em três meses ontem (dia 3) na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 1,0585 por libra-peso, um ganho de 215 pontos sobre a véspera, ao passo que os futuros para entrega em dezembro subiram 220 pontos e alcançaram US$ 1,0995. Temores em relação ao comportamento do clima em regiões produtoras do Brasil colaboraram para a valorização, e o enfraquecimento da tempestade tropical Chris também chamou a atenção do mercado, conforme traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica subiu 2,3% e atingiu R$ 230,36.

 

Mais ganhos

O mercado do boi gordo segue em alta no país. Ontem (dia 03), a arroba subiu mais R$ 0,50 no interior de São Paulo, para R$ 56,50 (a prazo) em Barretos e para R$ 56 na região de Araçatuba, segundo a Scot Consultoria.

"O boi sumiu", afirmou Leonardo Alencar, da Scot. Segundo ele, a oferta está retraída porque o gado de pasto já acabou e os animais de confinamento só começam a chegar ao mercado entre o fim de agosto e o início de setembro. Com a oferta apertada, frigoríficos exportadores têm apenas dois dias de escala de abate. Entre as que atuam no mercado interno, há empresas comprando para abater no dia seguinte, disse Alencar. Os preços dos cortes no atacado também estão em alta. Ontem, o traseiro subiu de R$ 0,10 para R$ 4,30 o quilo no atacado paulista.

 

Grãos em queda

A melhoria das condições climáticas em regiões produtoras dos EUA derrubou as cotações de soja, milho e trigo ontem (dia 3) na bolsa de Chicago. No caso da soja, os contratos com vencimento em setembro encerraram a sessão a US$ 5,8150 por bushel, em baixa de 5,75 centavos de dólar; no do milho, dezembro caiu 2,25 centavos de dólar, para US$ 2,62, enquanto o trigo também para dezembro fechou a US$ 4,1450, em baixa de 7 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos da soja caiu 0,07%, para R$ 27,73. Já o indicador Cepea/Esalq para a saca de milho recuou 0,1%, para R$ 16,34. O trigo, finalmente, permaneceu praticamente estável no Paraná em R$ 20,21 a saca, conforme o Deral.