Commodities Agrícolas
Recuperação parcial
As cotações do café registraram forte valorização na quinta-feira na bolsa de Nova York e recuperaram parte das profundas perdas observadas nas três sessões anteriores. Traders consultados pela agência Dow Jones Newswires classificaram o movimento como uma correção, ainda que previsões de que a colheita no Brasil será menor que a esperada também tenha oferecido alguma sustentação aos preços. Os contratos para dezembro fecharam a US$ 1,7240 por libra-peso, alta de 580 pontos. Os reflexos do clima seco em regiões brasileiras também continuam sendo acompanhados de perto pelos players do segmento (ver página B12). No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 320 e R$ 330, conforme Escritório Carvalhaes. , de Santos.
Queda em NY
Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado encerraram o pregão de quinta-feira em queda na bolsa de Nova York. Os papéis para entrega em novembro fecharam a US$ 1,3670 por libra-peso, com recuo de 235 pontos. Afora movimentos financeiros derivados de outros mercados, os traders continuam atentos aos efeitos da estiagem nos pomares de São Paulo e seguem à espera de novas informações sobre a próxima safra da Flórida, onde já há sinais de crescimento. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a caixa com 40,8 quilos da laranja destinadas às indústrias de suco instaladas em São Paulo ficou em R$ 15,06. Em cinco dias, a commodity registrou variação positiva de 0,41%, mas são poucos os negócios no spot.
Demanda aquecida
Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em alta na bolsa de Chicago, revertendo a tendência de queda dos pregões anteriores. Segundo analistas, a recuperação refletiu o crescimento das exportações americanas. Novas incertezas em relação ao rendimento da cultura nos EUA também ajudaram a sustentar os preços. "A demanda no mês passado, sobretudo da China, continuou a justificar as preocupações com a oferta", disse o analista John Kleist, da Allendale. Inc., à Bloomberg. Os papéis para novembro fecharam a US$ 10,1450 por bushel, com alta de 15,50 centavos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do grão ficou em R$ 41,30, com variação diária positiva de 0,81%. No mês, a soja já acumula alta de 3,12%.
Apelo americano
Os contratos futuros do milho registraram alta no pregão de quinta-feira em Chicago, uma vez que a redução na produção global elevou a demanda pelo grão americano. Os EUA são os maiores produtores e exportadores da commodity. Segundo o governo americano, o país exportou 1,694 milhão de toneladas de milho na semana passada, para entrega a partir de 1º de setembro. Na semana anterior, foram 2,293 milhões de toneladas embarcadas, o melhor resultado em 15 anos. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 4,32 por bushel, com alta de 12 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BMF&Bovespa para a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 21,61, alta de 0,96%. No mês, a commodity acumula alta de 10,41%.