Commodities Agrícolas
Produção maior.
Os futuros de café caíram ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro encerraram o dia em US$ 1,7845 por libra-peso, queda de 295 pontos. O ABN Amro Bank. divulgou ontem sua estimativa para o mercado de café na qual prevê que na próxima estação, a 2010/11, a produção de arábica será de 6,67 milhões de sacas em 2010/11, alta de 1,01 milhões de sacas em relação a este ano. Para o robusta, o ABN prevê um aumento para 3,61 milhões de sacas, ante as 2,98 milhões da previsão de maio, segundo a Bloomberg. Ontem a Organização Internacional do Café divulgou que as exportações do grão subiram para 8,26 milhões de sacas em julho, ante as 7,85 milhões de sacas de um ano antes. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq fechou em queda de 0,23% em R$ 323,31 a saca.
Realização de lucros.
Os preços do algodão caíram ontem na bolsa de Nova York com a especulação de que as últimas elevações no preço internacional da commodity foram longe demais. Os contratos com vencimento em dezembro encerraram o pregão a 86,26 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 23 pontos. Segundo a Bloomberg, o algodão também acompanhou os movimentos do dólar e das ações. De acordo com analistas ouvidos pela agência, o mercado não poderia segurar a cotação da commodity lá em cima. Houve ainda, segundo a Bloomberg, uma realização de lucros típica de fim de mês. No mercado interno, os preços continuam se elevando, mesmo com 100% da colheita já realizada no país. A arroba fechou em R$ 70,6 em Primavera do Leste (MT), alta de 2,9% no dia, segundo Imea/Famato.
Foto Destaque
Estoques chineses.
Os futuros de soja caíram ao menor nível em uma semana na bolsa de Chicago com a especulação de que as demandas chinesa e americana estão desacelerando depois de os preços subirem 16% desde o fim de junho. Os contratos com vencimento em novembro fecharam em US$ 10,10, queda de 12,50 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, os processadores de soja de Heilongjiang, principal Província produtora da China, estão em conversações para comprar os estoques do governo, que podem moderar a demanda por importações dos Estados Unidos. Os estoques americanos de soja para ração animal estavam 21% mais elevados no fim de julho em relação a um ano antes, segundo a Bloomberg. No mercado de Rondonópolis (MT), a saca do grão fechou com leve alta em R$ 39,50, segundo o Imea/Famato.
Foto Destaque
Chuvas no plantio.
Os futuros de trigo caíram na bolsa de Chicago pela primeira vez em quatro sessões com a especulação de que as chuvas vão melhorar as perspectivas das lavouras nos EUA e na Austrália. Os papéis para dezembro encerraram em US$ 6,8575 o bushel, desvalorização de 18,75 centavos de dólar. Em Kansas, o mesmo vencimento fechou em US$ 7,025 o bushel, queda de 21,50 centavos. As precipitações em regiões importantes dos EUA irão aumentar a umidade do solo em áreas onde os produtores estão se preparando para semear variedades de inverno, disse um analista à Bloomberg. Algumas regiões triticultoras da Austrália devem receber esparsas chuvas nesta semana, segundo a agência. No mercado do Paraná, a saca do cereal fechou em R$ 24,32, leve alta de 0,58% em relação ao dia anterior, segundo o Deral.