Commodities Agrícolas
Na contramão do dólar. A desvalorização do dólar diante de outras moedas e a expectativa de que a oferta da América do Sul será menor que a inicialmente esperada ajudaram a provocar uma forte alta dos preços do café ontem na bolsa de Nova York. Segundo destacou a agência Bloomberg, foi a quarta variação positiva nas últimas cinco sessões nova-iorquinas. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,8235 por libra-peso, ganho de 390 pontos em relação à véspera. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade saiu entre R$ 325 e R$ 340, de acordo com informações do Escritório Carvalhaes, de Santos. O mercado físico esteve firme, informou o Carvalhaes, mas houve poucos vendedores nas bases oferecidas pelos compradores.
Ganhos em NY. Assim como aconteceu no mercado de café, a queda do valor do dólar em relação a outras moedas no mercado internacional colaborou para alavancar as cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro encerraram o pregão negociados a US$ 1,4160 por libra-peso, alta de 120 pontos na comparação com a véspera. O mercado continua à espera de novas projeções para a próxima safra de laranja da Flórida. Por enquanto, a expectativa é de aumento. No mercado spot de São Paulo, que continua com poucos negócios, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinadas às indústrias de suco saiu, em média, por R$ 15,30, segundo levantamento do Cepea/Esalq. A caixa da laranja para mesa ficou em R$ 16,14, ainda em alta.
Influência externa. Os contratos futuros de milho atingiram os maiores patamares em 14 meses ontem, na bolsa de Chicago, na esteira de outros mercados e com o suporte das preocupações em relação ao potencial de rendimento das lavouras nos EUA. Os papéis para dezembro subiram 7,50 centavos, a US$ 4,4675 por bushel. É consenso entre analistas, diz a Dow Jones Newswires, que o USDA reduzirá sua estimativa de produtividade para o milho no próximo relatório de oferta e demanda. O rendimento menor que o esperado poderia afetar os estoques globais num momento de demanda robusta. Outras commodities também subiram ontem sustentadas pela queda do dólar. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 22,33 por saca, alta de 0,87%.
Mais demanda. O algodão atingiu o maior preço no mercado futuro de Nova York desde março de 2008, com a perspectiva de demanda global crescente num dia de alta das commodities e queda do dólar, segundo a Bloomberg. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam com alta de 121 pontos a 87,41 centavos de dólar por libra-peso. O mercado de ações subiu após relatório mostrar que o setor de manufatura na China cresceu num ritmo mais rápido do que o esperado em agosto. Já o dólar caiu para o menor nível em duas semanas em relação a uma cesta de moedas, o que torna os produtos americanos mais competitivos. Para analistas, o crescimento da indústria na China pode beneficiar o algodão. O indicador Cepea/Esalq para o algodão fechou a 225,26 centavos de reais por libra-peso, alta de 0,42%.