Bahia criou mais de 11mil vagas com carteira assinada em agosto
A Bahia gerou no mês passado 11.207 empregos com carteira assinada, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados ontem.Os destaques de agosto foram os setores de serviços (com a abertura de 5.657 postos), construção civil (3.591) e industrial (2.312). A agropecuária foi o único segmento da economia a cortar vagas (-1.743). Ainda de acordo com o Caged, na Região Nordeste, a Bahia ficou em terceiro lugar no ranking do emprego formal, atrás de Pernambuco (21.799 postos) e Ceará (12.321 postos).
A Região Metropolitana de Salvador (RMS) registrou um saldo de 7.805 empregos em agosto, o que equivale a 69,6% do total de vagas geradas pelo mercado de trabalho baiano. Salvador (4.560 vagas) liderou a geração de postos no mês analisado, seguido por Camaçari (1.371 vagas), Lauro de Freitas (1.050 vagas), Feira (843 vagas) e Juazeiro (811 vagas).
Como resultado de agosto, a Bahia consolida o acumulado dos primeiros oito meses do ano com a geração de 80.678 postos de trabalho, umaaltade5,62%,emrelação ao igual período do ano anterior.“Este resultado do ano, até agosto, já supera os 70 mil empregos gerados em 2009, que era, até agora, o recorde da série histórica. Considerando a perspectiva de saldos positivos para os meses de setembro, outubro e novembro, ainda que com a possibilida de saldo negativo em dezembro, aumentaram as chances de atingirmos a marca dos 90 mil empregos, conforme projeção realizada no início do ano”, diz Geraldo Reis, diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia.
Com as 289 mil vagas criadas em agosto, o mercado formal do País já acumula 1,95 milhão de novos postos de trabalho neste ano, superando o mesmo período de 2008, antigo recorde da série histórica, iniciada em 1991. Os dados do Ministério do Trabalho mostram que em seis dos oito primeiros meses deste ano os índices de geração de emprego no mercado foram recordes para o período. Isso só não aconteceu em junho e julho. O ministro Carlos Lupi diz que o Caged é o “melhor termômetro” da economia.
Especialista em mercado de trabalho, Anselmo Santos, da Unicamp, acredita que ele está correto, porém conjunturalmente.Para Santos, os últimos anos, de forte crescimento econômico, exigem qualificação profissional para ser sustentáveis. Em sua percepção, a ausência de mão-de-obra especializada é visível em setores estratégicos, como o de petróleo. “Nós já estamos atrasados”, diz.
O resultado de agosto é 23,7% superior ao recorde anterior para o mês, registrado em 2009. O setor de serviços alavanca o crescimento – gerou 128 mil empregos com carteira assinada. O economistaRafael Bacciotti, da Tendências Consultoria, afirma que as altas taxas de contratação nesse segmento implicam uma mão-de-obra temporária e, em sua maioria, não qualificada. Fábio Romão, da LCA Consultoria, acredita ser sinal de amadurecimento da economia brasileira e similar ao padrão norte-americano.