Nova fábrica vai processar milho do oeste baiano

20/09/2010

Nova fábrica vai processar milho do oeste baiano


Mirian Hermes
Barreiras

Com capacidade de processar 300 mil toneladas de milho ao ano, foi inaugurada ontem, a primeira grande indústria de beneficiamento  do produto na Bahia. A segunda unidade das Indústrias Reunidas Coringa Ltda (a primeira fica em Alagoas), representam um investimento privado entre R$ 35 milhões e R$40 milhões e deve gerar 200 empregos diretos naregião oeste da Bahia.

 A unidade, no município de Luís Eduardo Magalhães, iniciou a produção de flocos de milho e fubá fino para alimentaçãohumanaefarelode milho para ração animal. A meta inicial é processar 200 mil toneladas ao ano.

O oeste baiano, colheu na safra 2009/2010 1,4 milhão de toneladas de milho. Esta produção é integralmente vendida in natura para estados do Nordeste. Os produtores têm sofrido com a concorrência do milho safrinha produzido no MatoGrosso, que chega ao mercado com preços muito abaixo do praticado pelos agricultores baianos.

“O processamento de parte da produção representa uma nova etapa para a economia regional”, comentou o presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) Walter Horita.

Fundador e diretor-presidente do Grupo Coringa, José Alexandre dos Santos reconheceu que o local foi escolhido pela proximidade com o centro da região produtora.

Ogrupo,commaisde40anos de história, tem matriz em Arapiraca (AL) e há cerca de 12 anoscompramilho cultivado no cerrado baiano. O plano para a implantação desta segunda unidade de processamento do grupo, porém, surgiuhá cerca de sete anos, conta o empresário.

A expectativa com a indústria no Estado, conforme o empresário barreirense do ramo de revenda de alimentos, Ildemar Castro, é de que haja uma redução no preço do produto ao consumidor final.Ele ressaltou que, por enquanto, todos os produtos de milho consumidos na região, vêm, principalmente, dos estados de Goiás e Minas Gerais, apesar da grande produção local do grão.

Osecretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, destacou que a agroindustrialização agrega valor à produção, cria novos empregos e incentiva o desenvolvimento sustentável das regiões produtoras, como o oeste baiano.Ele lembrou que, apesar da alta produção de grãos, o Estado da Bahia ainda importa carne de frango,ovos e outros produtos, “que poderíamos exportar, se o potencial do Estado for aproveitado”.

Neste sentido, a Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, está trabalhando em umapesquisanaregião “para que se saiba o que é necessário em termos de incentivos fiscais, para atrair novas indústrias”, disse Salles, acrescentando que o projeto deve ser concluído até o próximo mês de outubro.

 

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