Empresas adotam praças, mas problemas persistem

21/09/2010

Empresas adotam praças, mas problemas persistem


O projeto de adoção de praças por empresas privadas propõe a participação da sociedade na conservação das áreas verdes da cidade. Enquanto a manutenção do poder público em alguns equipamentos deixa a desejar, a população se mobiliza na tentativa de conservar e manter os espaços naturais apadrinhados.

No Parque Cruz Aguiar, no bairro do Rio Vermelho, a população se organiza para limpar a área. “Poderia ser um local lindíssimo, um ponto de encontro, mas o que se vê é o abandono”, diz a tradutora e intérprete simultânea Marcella Ferri, moradora do local há 30 anos. Inconformada com o descaso, ela decidiu convocar os moradores para substituir a areia da praça, contaminada com fezes de animais e lixo. “O certo é manter, para que continuem utilizando”, diz.

A praça foi adotada por uma universidade particular, mas, de acordo com moradores, há muito tempo não é cuidada ou reformada.

“Já caiu criança do balanço, que está quebrado.Não existe cuidado.

Entrei em contato com a prefeitura, mas até hoje ninguém fez nada”, conta o motorista de táxi Rubens Floquet, que trabalha diariamente no local.

O projeto de adoção de praças públicas está a cargo da Secretaria do Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (Sedham), responsável por gerir e elaborar projetos urbanísticos. Procurado por A TARDE, o diretorgeral de urbanismo e meio ambiente da Sedham, Luiz Antônio de Oliveira Santos, não quis falar. A assessoria de imprensa da secretaria informou que 46 logradouros foram adotados em diversos bairros da cidade em 2009, mas não soube precisar quantos foram adotados este ano.

Pituba Na Praça Nossa Senhora da Luz, na Pituba, a fonte luminosachamaa atenção à noite.

Para o cozinheiro Elias Gomes Ferreira, que frequenta a praça,faltasegurançaaofinal do dia. “Não é muito segura, tem muito pivete e usuários de drogas.Mas metrópole nenhuma é segura, não é?”, ameniza ele, que trabalhaem um restaurante próximo ao equipamento.

Para ele, o lado positivo da praçasãoosbancos,nosquais ele pode sentar-se para ler o jornal, além de apreciar a vista para o mar: “Mas acho que deveria ser mais bem cuidada”.

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