Curso aprimora metodologias de detecção e educação sanitária

24/09/2010

Curso aprimora metodologias de detecção e educação sanitária


 

Foto: Aguido Ferreira
Um grupo de fiscais federais agropecuários e extensionistas encerrou na quarta-feira, 21, curso gerido pela Ceplac e Coordenadoria Regional da ADAB de Itabuna visando a demonstração de metodologias para prospecção e detecção da monilíase do cacaueiro. A ação consta no Plano de Prevenção do Ministério do Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Superintendência Federal de Agricultura, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Mapa/SFA/Ceplac), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) e secretarias estaduais de Agricultura.
 
O curso foi executado em dois momentos. No primeiro, os fiscais e extensionistas participaram de prospecção em áreas considerados de baixo risco nas fazendas Santa Lúcia e Boa Esperança, em Itabuna, na terça-feira. No dia seguinte assistiram palestras ministradas pela fiscal estadual agropecuária da ADAB Catarina Mattos e pelo pesquisador Givaldo Niella, do Centro de Pesquisas do Cacau (Ceplac/Cepec) sobre Monilíase do Cacaueiro, quando se detalhou o planejamento das ações de educação fitossanitária de produtores, trabalhadores rurais, comerciantes e indústrias da cadeia produtiva e do agronegócio cacau.

“Queremos preparar a sociedade para a prevenção da monilíase no Estado da Bahia a fim de que seja uma coisa internalizada pelas pessoas a partir de informações técnicas e da educação sanitária”, sublinhou a coordenadora técnica da ADAB/Itabuna, Catarina Mattos. Ela explicou que 60 propriedades foram demarcadas de Valença a Mucuri para o monitoramento de áreas de cacau e se saber como se comportam as aplicações tecnológicas com inspeções fitossanitárias preventivas regulares. “Quanto à metodologia para educação sanitária, desejamos multiplicar as informações para massificá-las até 2011, envolvendo a cadeia produtiva e a sociedade”, declarou.
 
O pesquisador da Ceplac Givaldo Niella informou que o objetivo é organizar todo o sistema de prevenção, treinamento e divulgação da doença que inexiste no Brasil. “As áreas demarcadas estão em locais estratégicos, georreferenciados com GPS em um hectare de cacau das mais diversas variedades, próximas a rodovias e a palmiteiros, em que há importação de sementes de pupunha de áreas suscetíveis à doença, com o objetivo de vigilância”, explicou.
 
O técnico agrícola do Núcleo da Ceplac em Itabuna Valter do Rosário afirma que os extensionistas sabem das dificuldades do produtor e sobre a falta de rentabilidade das propriedades, daí a sua disposição em orientá-los nas atividades cotidianas. “O curso de educação sanitária é para prevenir sobre riscos para que a doença não chegue à Região Cacaueira acaso penetre no território nacional a partir das fronteiras do País. Portanto, o primeiro passo é o esclarecimento do produtor e dos trabalhadores rurais para que se mantenham vigilantes”, concluiu. 

Fonte:
Jornalista ACS/Ceplac/Sueba
Luiz Conceição

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