Commodities Agrícolas
Demanda aquecida
Após a queda no pregão da sexta-feira, as cotações do café na bolsa de Nova York voltaram a subir com força. Os futuros com vencimento em março encerraram o dia de ontem a US$ 1,8385 por libra-peso, alta de 165 pontos. De acordo com a Bloomberg, as importações de café da Venezuela aumentaram cerca de 76% na primeira metade deste ano, na comparação com o mesmo período de 2009, segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. As importações totalizaram 3,11 milhões de quilos (6,8 milhões de libras) comparado com 1,76 milhões de quilos em igual intervalo de 2009. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq fechou praticamente estável com variação positiva de 0,1% com a saca de 60 quilos a R$ 322,44.
Estímulo às compras
Os futuros de cacau subiram ontem na bolsa de Nova York com especulação de que a recente queda nos preços pode estimular fabricantes de chocolate e outros consumidores a ampliarem seus estoques. Os papéis com vencimento em março encerraram o pregão de ontem a US$ 1.918 a tonelada, alta de US$ 18. "O mercado não vai resistir a comprar a esses preços", disse à Bloomberg Adam Klopfenstein, estrategista sênior de mercado da Lind-Waldock, de Chicago. Desde 24 de julho, o cacau desvalorizou-se 8,8%. "O mercado tem caído dramaticamente nos últimos três meses e isso é parte da correção de excesso de posições vendidas", disse à Bloomberg Luis Rangel, da ICAP Futures LLC, em New Jersey. No mercado interno, a arroba da amêndoa fechou em R$ 79, segundo o Centro Nacional de Produtores de Cacau.
Futuro promissor
Os contratos da soja negociados no mercado americano encerraram o pregão de ontem em alta, graças a um cenário futuro otimista em relação à demanda internacional da oleaginosa. Na bolsa de Chicago, os papéis para entrega em janeiro subiram 2,75 centavos de dólar, para US$ 11,3825 por bushel. De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, uma base de exportação sólida e a expectativa de novas compras da China conseguiram sustentar os preços. A China é o maior importador mundial de soja, e também o principal cliente dos Estados Unidos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos da soja ficou em R$ 43,81, com variação diária de 0,11%. No mês, a commodity já acumula alta de 5,11%.
Realização de lucro
Os contratos futuros do milho fecharam em queda ontem. Segundo alguns analistas, traders optaram pela realização de lucro para aproveitar os maiores preços em dois anos do cereal. A agência Dow Jones Newswires informou que os fundos especulativos venderam 13 mil contratos ontem. "Chegamos ao ponto em que a posição comprada começou a não ser tão confortável", disse o analista Shawn McCambridge, da Prudential Bache. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em março do ano que vem encerraram o dia a US$ 5,2525 por bushel, com recuo diário de 9 centavos de dólar. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 25,82, com queda diária de 0,87%. No mês, a cotação do milho já acumula uma valorização de 16,64%.