Commodities Agrícolas
Demanda aquecida Os contratos futuros do algodão subiram na quinta-feira pela quarta vez em cinco pregões, na esteira de um aumento na demanda pela fibra americana. Os Estados Unidos são os maiores exportadores da commodity. Segundo dados do Departamento de Agricultura do país (USDA), os embarques americanos de algodão na semana encerrada em 23 de setembro subiram 54%, para 780.045 fardos, em relação à semana anterior. "Os números de exportação estavam realmente fortes", disse à Bloomberg Gary Raines, economista da FCStone Fibers & Textiles. Com isso, papéis para dezembro negociados em Nova York fecharam a US$ 1,0192 por libra-peso, alta de 68 pontos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso ficou em R$ 2,2106, alta de 1,48%.
Demanda chinesa Pela primeira vez em três sessões os futuros de soja subiram na bolsa de Chicago, após o governo americano divulgar que houve aumento das vendas a partir dos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em janeiro encerraram o dia em alta de 7,75 centavos de dólar, a US$ 11,1575 o bushel. As vendas subiram 60%, para 1,738 milhão de toneladas, na semana encerrada em 23 de setembro. Na semana anterior, as exportações tinham sido de 1,084 milhão de toneladas, informou o Bloomberg, citando o Departamento de Agricultura americano (USDA). A China, o maior consumidor mundial, comprou 75% do total exportado pelo país. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos fechou a R$ 42,92 no Paraná, com queda de 1,63%.
Estoques maiores Os contratos futuros do milho recuaram para o menor preço em mais de duas semanas, depois que os Estados Unidos divulgaram que seus estoques subiram para o maior nível desde 2006. Os estoques do país totalizaram 1,708 bilhão de bushels, alta de 2% em relação a 2009, informou ontem o Departamento de Agricultura do país. Analistas esperavam algo em torno de 1,407 bilhão. "O volume estocado é uma surpresa negativa, e o mercado está ajustando para um colchão de reserva", disse Dale Durchholz, analista-sênior da Agrivisor, à Bloomberg. Papéis para março, negociados em Chicago, caíram a US$ 5,0825 por bushel , ou 9 centavos. No Brasil, o indicador Cepea/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos ficou em R$ 24,48, com queda diária de 1,52%.
Competição com milho Especulação de que a demanda para rações será menor contribuiu para a queda dos futuros de trigo ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam em US$ 7,07 o bushel, desvalorização de 8,25 centavos. Em Kansas, o mesmo contrato encerrou em queda mais acentuada, de 9,25 centavos de dólar, a US$ 7,2225 o bushel. De acordo com a Bloomberg, há especulações de que os produtores de gado devem demandar menos trigo, depois que o governo americano informou estoques de milho, a principal fonte de alimentação animal, maiores do que o esperado. Os estoques de trigo também estão 11% superiores do que há um ano. No mercado interno, a saca de 60 quilos teve retração de 0,66% na média do Paraná e fechou em R$ 25,74, segundo levantamento do Deral/Seab.