Inseticida será fabricado a partir do suco do sisal
Os cerca de 35 mil produtores de sisal no Estado terão uma fonte adicional de renda. Até o fim do ano devem ser concluídas pesquisas relativas à viabilidade do uso do suco da plantacomobioinseticidapara combater as pragas da lavoura do algodão e da soja e parasiticida contra o carrapato devem ser concluídas. De acordo com a Embrapa Algodão, um dos centros responsável pelo projeto, os resultados obtidos até então se mostram promissores.
O Brasil produz, anualmente, 2,3 bilhões de litros de suco de sisal. Noventa por cento deste total (cerca de 1,8 bilhão de litros) se concentram na chamada Região Sisaleira da Bahia,que vai de Feira de Santana até Juazeiro (e estendese, para o oeste, até Jacobina e Irecê e, para leste, até Ribeira do Pombal).
Segundo Odilon Rey, da Embrapa Algodão, o suco do sisal, até então, não era utilizado. “O sisal é formado por 80% de suco. Descobrimos que ele possui substâncias que agem sobre pragas, a exemplo da saponina. Até agora, conseguimos resultadospositivossobreasqueatacam o algodão, a soja e sobre o carrapato que age em animais”, explicou.
Renda adicional Opresidente do Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais no Estado da Bahia (Sindifibras), Wilson Andrade, calcula que o agricultor tenhauma renda adicional de quase R$ 500 por hectare/ano. “As plantações de sisal do Estado ocupam, em média, 15 hectares.
Cada hectare produz cerca de 1.000 kg de fibra por ano. Como a fibra é 5% da planta, a produção de suco (que equivale a 80% do sisal) é de, também em média, 16 mil litros por ano. Se o produtor vender 30% disso e o preço do litro for de R$ 0,10, oque consideropouco, o agricultor vai tirar R$ 480 a mais por hectare/ano”, calculou.
Fonte:
Jornal A Tarde