Commodities Agrícolas

14/10/2010

Commodities Agrícolas

 


Mercado incerto Os preços do café tiveram ontem o segundo dia consecutivo de alta na bolsa de Nova York. Os contratos futuros do grão arábica com entrega em março de 2011 subiram na quarta-feira 55 pontos na bolsa americana, encerrando o dia a US$ 1,8775 por libra-peso. Segundo a agência Dow Jones Newswires, analistas consideram que com os preços oscilando entre US$ 1,70 e US$ 1,90 é difícil que o mercado registre um grande salto. Além disso, os fundamentos apontam para tendências diferentes. Enquanto os diferenciais de preços para os cafés da América Central seguem elevados e sustenta preços altos, no Brasil, a boa florada garante pressiona as cotações no mercado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq fechou o dia a R$ 321,88, com alta diária de 2,79%. No mês, a valorização é de 0,96%.

Sem furacões A menor probabilidade de furacões afetarem a produção de laranja da Flórida fez com que os futuros da commodity recuassem ontem em Nova York. Os contratos com vencimento em janeiro de 2011 fecharam em 150,90 centavos de dólar por libra-peso, retração de 225 pontos. De acordo com a agência Dow Jones Newswires, a estação de furacões se aproxima de seu fim, o que torna cada vez menor a possibilidade de uma tempestade danificar os pomares na Flórida. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o furacão Paula está atualmente no Oeste de Cuba, mas não há sinais de que pode atingir a Flórida. No mercado interno, a caixa de 40,8 quilos da laranja para a indústria fechou estável em São Paulo em R$ 15,24, segundo o Cepea/Esalq.

Chuvas fartas O benefício que as chuvas devem trazer às lavouras do Brasil e da Argentina fez os futuros de soja caírem ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para janeiro encerraram o pregão em US$ 11,87 o bushel, queda de 2,5 centavos de dólar. De acordo com a Bloomberg, os solos secos serão aliviados pelas chuvas previstas para os próximos três dias na região central da Argentina e do Brasil. Outras duas tempestades estão previstas nas próximas duas semanas, segundo a World Weather Inc. As precipitações abundantes devem melhorar as condições para plantio, assim como desenvolvimento das lavouras também no Paraguai, diz a agência. No mercado de Sorriso (MT), a saca de 60 quilos fechou em R$ 38,50, leve alta em relação aos R$ 38 do dia anterior, segundo o Imea/Famato.

Resistência aos preços Especulações de que a demanda deve impor resistências aos preços altos do trigo fizeram com que os futuros da commodity recuassem ontem na bolsa de Chicago. Os papéis para março do ano que vem caíram 7 centavos de dólar, fechando a US$ 7,3825 o bushel. Na bolsa de Kansas, o mesmo contrato acompanhou a queda e fechou a US$ 7,57 o bushel, retração de 8 centavos de dólar. O movimento do trigo, segundo a Bloomberg, acompanhou a queda do milho, produto do qual o cereal é substituto no preparo de ração animal. Na última semana, segundo a agência, os futuros de trigo em Chicago acumularam alta de 10%. Desde o final de junho, essa valorização é de 46%. No mercado do Paraná, a saca de 50 quilos do cereal teve alta de 0,89% fechando em R$ 26,05, segundo o Deral/Seab.

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