Commodities Agrícolas

22/10/2010

Commodities Agrícolas

 


Queda na demanda Os preços do açúcar na bolsa de Nova York tiveram na quinta-feira a primeira queda da semana. Os contratos para maio terminaram o dia a 25,74 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 32 pontos. A retração foi atribuída por analistas a uma queda na demanda pelo produto, após as seguidas altas registradas no mercado internacionais, conforme a Bloomberg. Segundo Cyrus Raja, gerente geral da Al Khaleej Sugar Co., maior refinaria de açúcar do mundo, a demanda se enfraqueceu depois da valorização dos preços. Além disso, os embarques a partir de portos brasileiros ganharam impulso diante da melhora do clima. A fila para carregamento caiu de 135 navios em agosto para os atuais 68. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq subiu 0,23% para R$ 72,65 por saca.

Oferta apertada Os contratos futuros do algodão subiram na quinta-feira pelo segundo dia consecutivo no mercado americano, em meio a temores de que a oferta global ficará mais apertada, no momento em que a China elevará as suas encomendas. O país asiático é o maior consumidor mundial da fibra. "A alta desta manhã está diretamente relacionada ao mercado chinês", disse à agência Bloomberg Mike Stevens, trader independente em Mandeville, na Lousianna. Na bolsa de Nova York, os papéis com vencimento em março do ano que vem fecharam a US$ 1,1031 por libra-peso, alta de 110 pontos. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso da pluma ficou em R$ 221,72, alta diária de 0,34%. Neste mês, o algodão já acumula valorização de 0,3%.

Sem ameaça climática Os contratos futuros do suco de laranja encerraram a quinta-feira com leve queda. O mercado ficou com viés de baixa ao longo do dia, depois da guinada para além de US$ 1,50 por libra-peso registrada no pregão de terça-feira. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones, os traders têm retirado gradualmente o prêmio sobre o preço - um hedge para o risco de prejuízos causados pelas tempestades tropicais na região da Flórida, não concretizado. O Estado é o maior produtor de laranja dos EUA. Com isso, os papéis com entrega em janeiro, na bolsa de Nova York, encerraram o dia a 1,4625 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 215 pontos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a caixa com 40,8 quilos de laranja à indústria paulista ficou em R$ 15,29.

Nova alta em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado - manteve-se em alta na segunda quadrissemana de outubro. A variação positiva foi de 5,22%, determinada por saltos tanto no grupo formado por seis produtos de origem animal (4,53%) quanto entre os 14 vegetais pesquisados (5,49%). Entre todos os itens que fazem parte do levantamento, apenas dois recuaram - tomate para mesa (6,52%) e café (1,95%). Todos os demais subiram, com destaque para feijão (69,88%), batata (34,42%), laranja para mesa (19,86%), amendoim (16,42%) e milho (16,39%). A nova alta do IqPR, que subiu em setembro, aumenta os temores inflacionários.

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