Suco também contribui no controle da pressão arterial
Outro trabalho investigou o impacto da ingestão de suco de laranja na pressão arterial.
Durante um ano, 101 homens e 32 mulheres, com idade média de 39 anos e diferentes perfis de consumo desse produto, foram acompanhados.
Os que beberam em maior quantidade, de 250 a 500 ml, apresentaram os melhores resultados, como pressão arterial normalizada e diminuição nos níveis de colesterol.
“As lipoproteínas HDL limpam o colesterol que é depositado nas artérias. Quanto maior a concentração de HDL na corrente sangüínea, menor o risco de formar placas gordurosas, que podem levar o indivíduo a ter infarto do miocárdio”, explica Thais Borges.
A equipe também analisa a associação do consumo de suco com atividades físicas. Um dos trabalhos envolveu 30 mulheres sedentárias que, durante três meses, passaram a ingerir diariamente 500 ml de suco de laranja e realizar exercícios aeróbicos por 50 minutos, três vezes por semana.
Comparadas ao grupo-controle, com mulheres que faziam exercícios físicos mas não ingeriam o suco, elas reduziram em 30%, em média, a gordura corporal. O estudo também constatou o aumento de 18% na taxa de HDL e redução de 15% na de LDL.
Segundo a pesquisadora, dois flavonóides cítricos presentes na fruta podem ser os compostos químicos responsáveis pelo efeito benéfico. “A hesperidina e a naringenina provavelmente influenciam diretamente o aumento do colesterol bom”, afir ma.
Os flavonóides são um grupo de compostos químicos encontrados naturalmente em certas frutas, vegetais, chás, vinhos, nozes, sementes e raízes.
Embora não sejam considerados vitaminas, têm várias funções nutricionais que têm sido descritas como modificadores de resposta biológica; a maioria atua como antioxidantes, e alguns têm propriedades antiinflamatórias.
Apesar dos benefícios comprovados, a autora esclarece que não adianta consumir litros de suco de uma única vez. “O ideal é manter o consumo regular de pelo menos um copo por dia”, afirma.
A nutricionista Joselina Martins reforça a necessidade do equilíbrio. “O fato de existir um estudo que mostrou resultados positivos em um grupo não significa que o mesmo será aplicado a todas as pessoas.
Cada um tem o seu organismo e reações diferentes em relação aos alimentos”, ressalta.