Seagri realiza intercâmbio com empresário americano para aprimorar produção do leite no Estado
“Podemos avançar sem descobrirmos uma ciência nova. Muito do que é praticado na indústria leiteira não mudou, portanto, é importante melhorar as condições tecnológicas para aprimorar o quadro apresentado na Bahia”, analisou o empresário do leite, o americano Richard Waybright, ao participar da reunião técnica sobre Sistema Integrado da Produção de Leite nesta segunda-feira, (8), no Centro de Treinamento da EBDA.
Após a apresentação do panorama da produção do leite no Estado baiano, realizada por técnicos da EBDA, Adab e Faeb, a Secretaria da Agricultura, através da Superintendência de Desenvolvimento Agropecuário, viabilizou o diálogo entre universitários, produtores e técnicos durante a tarde para, a partir da experiência de Waybright, que trabalha na própria fazenda com o sistema de produção por confinamento, geralmente usado pelos americanos, aplicar alternativas para o cenário de leite na Bahia.
Na concepção do superintendente da Seagri, Raimundo Sampaio, “o sistema norte americano, diferente do brasileiro que é de gado a pasto, agrega valor; isto porque em períodos de seca ou chuva é preciso intensificar bastante a tecnologia da unidade embutida, como também buscar a sustentabilidade ambiental maior, evitando, ao máximo, os resíduos para reaproveitá-los através da produção de energia e reciclagem de materiais”.
Segundo informou o diretor de Inspeção de Produtos de Origem Agropecuária da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Emílio, a Bahia, no ranking nacional, ocupa o 1º lugar em rebanho de caprinos, a 2ª colocação de ovinos e a 7ª posição em bovino. “Aproximadamente 90% dos produtores de leite são responsáveis por 18% da produção do Estado”, acrescentou. Nos Estados Unidos, conforme colocou o empresário americano, a ordem é inversa: 3% dos produtores produzem 90% do leite. Ele considerou que a expectativa da próxima geração de fazendeiros é avançar tecnologicamente, reduzir custos e aumentar a produção de leite no mercado.
Ascom/ Seagri em 5.11.2010
Denise Cristina DRT/BA 3118
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