Commodities Agrícolas
Depois da tempestade O otimismo que dominou o mercado de commodities na quinta-feira contagiou o mercado de açúcar na bolsa de Nova York. Embalados pela desvalorização do dólar diante de outras, os traders voltaram às compras e o produto registrou forte alta, segundo relato da agência Dow Jones Newswires. Os contratos com vencimento em março subiram expressivos 171 pontos e fecharam a 25,62 centavos de dólar por libra-peso, maior valor desde quinta-feira da semana passada, antes do colapso dos preços das commodities em geral observado na sexta-feira, ligado aos problemas financeiros na Europa. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal negociada em São Paulo subiu 0,56%, para R$ 75,54.
Efeito manada A onda de otimismo que contagiou o açúcar também envolveu o mercado de café na bolsa de Nova York, que disparou. Segundo a Dow Jones Newswires, além da queda do dólar os traders mostraram-se mais confiantes em relação ao futuro da economia chinesa, o que colaborou para o salto. Os contratos com vencimento em março encerraram o pregão a US$ 2,1130 por libra-peso, alta de 845 pontos em relação à véspera e maior valor desde a quarta-feira da semana passada. Como no caso do açúcar, a grande erosão das cotações ocorreu na sexta-feira, devido a turbulências internacionais. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos do café arábica subiu 3,04%, para R$ 363,14. Neste mês de novembro, há ganhos acumulados de 3,63%.
Indefinição política Os contratos futuros do cacau registraram ontem a maior alta em quase 11 meses no mercado americano, com especulações de que a turbulência política na Costa do Marfim - o maior produtor mundial da amêndoa - possa afetar os embarques do país. O segundo turno que definirá o próximo presidente da Costa do Marfim ocorrerá no dia 28. "Poderemos ver a interrupção das entregas mais para o fim do mês", afirmou Boyed Cruel, analista-sênior da Vision Financial Markets, de Chicago, em entrevista à Bloomberg. Com isso, os papéis com vencimento em março do ano que vem fecharam a US$ 2.939 por tonelada em Nova York, alta de US$ 102. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba ficou em R$ 80, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Perdas na China Especulações de que o clima adverso na China poderá reduzir a produção de algodão no país asiático fez com que as cotações da commodity batessem limite de alta na quinta-feira na bolsa de Nova York. Os papéis para março encerraram o dia valendo 129,15 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 500 pontos. De acordo com informações da Bloomberg, a produção chinesa pode cair para 6,36 milhões de toneladas, queda de 5,5% em relação a um ano antes, segundo o órgão de pesquisa estatal. Na semana encerrada em 11 de novembro, a nação asiática comprou 43% da pluma exportada pelos EUA, segundo o USDA. O apetite chinês foi o grande responsável pela alta de 71% do algodão em Nova York. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso do algodão em pluma caiu 0,31%, para R$ 2,8477.