Cadeia produtiva da mandioca é tema na Fenagro
Fotos: Aurelino Xavier / EBDA
“A cultura da mandioca é tão importante que faz parte das nove primeiras culturas do Brasil, e é a sexta em valor de produção, gerando 2,5 bilhões de dólares em divisa anual para o país, automaticamente gerando emprego e renda”, afirmou o engenheiro agrônomo da EBDA, Paulo Beline.
A importância da cultura na Bahia, atestada pela Secretária da Agricultura (Seagri), através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), pode ser conhecida por meio da cadeia produtiva da mandioca, durante a 23ª Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), até domingo (5), no Parque de Exposições de Salvador.
Os visitantes têm a oportunidade de conhecer, a partir de técnicas e tecnologias de manejo, todo o trabalho de incentivo e apoio ás iniciativas de Desenvolvimento Rural Sustentável (DRS), que envolvem atividades agrícolas e não agrícolas, beneficiando a agricultura familiar. “Temos aqui bem representada a agricultura familiar que busca agregar serviço e lucro, com a venda de seus biscoitos, vindos do município de Irará”, assegurou Beline.
O que vem despertando curiosidade é a casa de farinha móvel, onde o público observa como se produz a farinha, com qualidade e higiene, e aprende como funciona uma casa de farinha mecanizada.
A cadeia produtiva da mandioca passa necessariamente por dois aspectos: o uso de tecnologia e o baixo custo de produção, aumentando sua versatilidade, pois dela são tirados diversos produtos e coprodutos. Tanto na culinária (biscoito de goma, beiju, água-ardente, mel, vinagre), quanto na alimentação animal (raspas, pellets, manipueira - in natura/melaço -, feno, silagem), são fabricados produtos provenientes da cultura, além de diferentes tipos de produtos oriundos da mandioca, como o carvão, que evita o desmatamento, tijolo e sabão. Outro aspecto interessante é a utilização da fécula na alimentação, hoje também muito usada para vedação de perfuratriz de petróleo em alto mar.
Durante a exposição, o técnico cita um cordel para tornar a visita mais interessante e descontraída, e descreve um dos principais produtos da cultura da mandioca. “A farinha de mandioca enxuga o que está molhado, enche o que está faltando, complementa o que está pouco, e na pança, enche e dá sustância”, finaliza Beline.
Conhecida como a cultura do “pão da terra”, a mandioca já era plantada e utilizada como alimentação pelos índios, antes mesmo da colonização do Brasil. Hoje, o nordeste possui 50% da produção brasileira e tem a Bahia como maior produtor em área plantada, chegando a 400 mil hectares, com seu foco principal no município de Cândido Sales, região de Vitória da Conquista. A produção de raiz no Estado é de aproximadamente 4,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 12 toneladas/hectares anual.
Fonte:
Assimp/EBDA
03/12/10
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