Visitantes conferem oportunidades para utilização de pequenos espaços na Fenagro
Foto: Aurelino Xavier (EBDA)
“Cultura que é feita na porta de casa”. Para quem ainda não conhece, é assim que o coordenador de olericultura da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), Alírio Xavier, define a área da horticultura que abrange o cultivo de hortaliças, raízes, plantas comestíveis e frutos, cuja cadeia produtiva está sendo demonstrada em um stand, durante a Fenagro, que acontece até este domingo (5).
Os técnicos apresentam aos visitantes todas as fases da cadeia: pré-plantio - com o preparo do solo -, adubação, controle de pragas e doenças, espaçamento de plantio, tratos culturais, irrigação, colheita e comercialização.
Com destaque para a cultura do alho, o técnico agrícola do Escritório Local de Novo Horizonte, Humberto Carvalho Morais, mostra, no stand, os resultados alcançados ao longo do ano, com técnicas como a vernalização da semente, processo desenvolvido pela Empraba Hortaliças, para resfriamento do alho-semente em câmaras frias. Essa técnica permite que a área de cultivo do alho nobre seja expandida para regiões mais quentes, como a região Nordeste. As variedades jonas, caçador e quitéria estão sendo cultivadas na Bahia com tempo de produção de três meses, metade em relação à região Sul que necessita de seis meses para a colheita.
Outra experiência exitosa apresentada no stand é a distribuição de sementes de alho nobre livres de vírus, cultivadas em cerca de dez viveiros adquiridos pela empresa, para os agricultores familiares de regiões produtoras, como Mirangaba, Jacobina, Novo Horizonte e Crisópolis.
Atualmente, a área plantada com alho, na região da Chapada Diamantina, é de 1.985 hectares, e é considerada uma das principais culturas da região, com grande importância dentro da agricultura familiar, pois gera renda, cria divisas e evita o êxodo rural.
Volta para o campo
Dona Marinalva Jesus dos Santos, que hoje mora em Salvador, aproveitou a manhã de ontem (3), para conhecer as cadeias produtivas apresentadas pela EBDA e se encantou pela horta vertical irrigada com garrafas pet, onde estão sendo demonstradas diversas hortaliças.
Para ela, esta é uma alternativa de cultivo barato no espaço doméstico que pode ser proveitosa. Dona Marinalva deseja voltar para sua cidade natal, Nazaré das Farinhas.
“Tudo isso que estou vendo é muito interessante! Com esse sistema de irrigação, posso ter uma pequena produção de mudas em um viveiro, sem precisar me preocupar em regar e ainda protejo a natureza utilizando as garrafas plásticas”, declarou Marinalva, após tirar dúvidas com os técnicos, sobre a cadeia.
No stand está sendo distribuída uma edição da revista Nosso Alho, da Associação Nacional de Produtores de Alho, para os visitantes que passam pelo local.
Fonte:
Assimp/EBDA
04/12/10
(71)3116-1803/ 3116-1910