Commodities Agrícolas

14/08/2006

Commodities Agrícolas

 

Compra especulativa

Compras especulativas e negócios no spread dominaram o pregão do cacau na sexta-feira na bolsa de Nova York. Os contratos de setembro fecharam em alta de US$ 2,00 a US$ 1.559 por tonelada enquanto os de dezembro terminaram o dia com queda de US$ 4,00 a US$ 1.602. Segundo a Dow Jones Newswires, compras de especuladores e negócios no spread (diferença) entre setembro e dezembro, que diminuiu, fizeram a sessão fechar indefinida. O mercado continua atento à situação política na Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, que está em guerra civil e que terá eleições presidenciais em outubro. No Brasil, o preço do cacau teve alta de R$ 0,50 na sexta-feira. A cotação média da arroba ficou em R$ 48,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Queda em Nova York

Os preços futuros do café arábica recuaram na bolsa de Nova York na sexta-feira, acompanhando a queda na bolsa londrina. Segundo a Dow Jones Newswires, houve vendas de fundos e rolagem de posições dos contratos de setembro. Compras de indústrias ajudaram a dirimir a queda. O contrato para dezembro recuou 120 pontos, para US$ 1,0835 por libra-peso. Na bolsa de Londres, os preços do robusta recuaram com vendas de fundos e especuladores, que realizaram ganhos de pregões anteriores. Analistas disseram que o mercado estava sobrecomprado. O contrato para novembro caiu US$ 27, para US$ 1.392 por tonelada. No mês, até o dia 10, as exportações brasileiras cresceram 53%, para 675,8 mil sacas. O indicador diário Cepea/Esalq para a saca recuou 1,36%, para R$ 232,07.

Clima sustenta

Os preços futuros do suco de laranja subiram na bolsa de Nova York na sexta-feira, embora o fim da sessão tenha sido marcado por vendas de fundos. O contrato para setembro subiu 15 pontos, para US$ 1,7335 por libra-peso. Novembro teve alta de 25 pontos, para US$ 1,7425. Segundo a Dow Jones Newswires, houve compras de operadores locais e especuladores, ainda sob influência das perspectivas de quebra na safra da Flórida. O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina iniciará, no dia 31, o registro de exportadores de frutas cítricas frescas para a União Européia. O bloco impõe quarentena aos produtos argentinos. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias saiu em média a R$ 10,75, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Fundos vendem

Os preços futuros do açúcar demerara registraram forte queda na sexta-feira, na bolsa de Nova York, pressionados por vendas de fundos, influenciados pelas notícias de aumento da safra mundial. O contrato para outubro caiu 53 pontos, para 13,36 centavos de dólar por libra-peso, o valor mais baixo desde 7 de dezembro. O contrato para janeiro caiu 5 pontos, para 21,21 centavos de dólar. Em Londres, os preços do açúcar branco também tiveram forte queda, com vendas de especuladores e fundos, segundo a Reuters. O contrato para dezembro caiu US$ 11, para US$ 409 por tonelada. O Vietnã informou que vai suspender as importações de açúcar até setembro, devido ao aumento de seus estoques. No mercado interno, o preço médio da saca recuou 0,11%, para R$ 46,45, segundo o Cepea/Esalq.