Commodities Agrícolas
Teto em três décadas
As cotações do açúcar ficaram muito perto de alcançar o maior patamar em três décadas ontem na bolsa de Nova York. Segundo informações da agência Dow Jones Newswires, a nova alta foi motivada pela já velha preocupação de que a oferta global será insuficiente para atender à demanda na temporada. Os contratos futuros com vencimento em maio encerraram a sessão negociados a 30,77 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 73 pontos em relação à véspera. No mercado, o principal temor em relação à oferta da commodity continua sendo a Índia, cujas exportações não estão normalizadas. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 50 quilos do açúcar cristal subiu 0,34%, para R$ 76,22. Em dezembro, a alta acumulada chega a 0,87%.
Perdas menores
A expectativa de que as perdas provocadas pelo clima frio na Flórida serão menores do que o esperado fizeram com que os preços do suco de laranja negociados na bolsa de Nova York fechassem o pregão de ontem em forte queda. Os contratos com vencimento em março terminaram o dia cotados a US$ 1,6175 por libra-peso, queda de 695 pontos, a maior em duas semanas. Segundo a Bloomberg, os analistas disseram que o pânico que tomou conta do mercado na segunda-feira desapareceu depois que análises mais profundas mostraram um cenário menos preocupante do que o esperado. No mercado interno, a laranja para indústria foi negociada ontem a R$ 16,38 por caixa de 40,8 quilos, segundo levantamento do Cepea. Em cinco dias, as cotações acumulam alta de 1,02%.
Demanda aquecida
Sinais de aumento da demanda pelo trigo americano fizeram com que os preços do grão subissem ontem para o patamar mais alto em três semanas na bolsa de Chicago. Os contratos para maio terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 8,24 por bushel, em alta de 16,75 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, as entregas para maio terminaram o dia a US$ 8,69 por bushel, com ganhos de 16,50 por bushel. Segundo a Bloomberg, o Egito, maior importador do mundo, acertou a compra de 60 mil toneladas de trigo americano. Além disso, as inspeções de exportação dos EUA para a semana encerrada no dia 23 somaram 17,5 milhões de bushels, 53% a mais que o mesmo período do ano passado. No Paraná, a saca foi negociada ontem a R$ 24,41, alta de 0,04%, segundo o Deral.
Tomate dispara em SP
O IqPR, índice de preços agropecuários recebidos pelos produtores de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado - voltou a apresentar variação positiva na terceira quadrissemana de dezembro, de 1,16%. Foi a 17ª alta consecutiva do indicador, garantida por valorizações médias ponderadas tanto no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal (1,09%) quanto no composto por seis produtos de origem animal (1,33%). Entre todos os itens pesquisados, os maiores ganhos no intervalo foram para os produtores de tomate para mesa (20,98%), carne de frango (14,18%), milho (9,58%) e ovos (6,73%). As maiores quedas foram as do feijão (44,11%), da batata (36,75%) e da banana nanica (12,67%).