Commodities Agrícolas

11/01/2011

Commodities Agrícolas

 

 

Crise prolongadaOs contratos futuros do cacau encerraram o pregão de ontem em alta, dando sequência ao atual período de elevação nos preços na medida em que a crise política na Costa do Marfim entra na sexta semana. O país africano, maior produtor mundial da amêndoa, corre o risco de sofrer uma intervenção militar internacional como forma de solucionar a disputa política criada a partir das eleições presidenciais de 28 de novembro - os dois candidatos se dizem vencedores. Segundo as Nações Unidas, ao menos 210 pessoas morreram nos conflitos. Em Nova York, os papéis para maio fecharam o dia a US$ 2.905 por tonelada, com alta de 32 pontos. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba do cacau ficou em R$ 77,00, de acordo com a Central Nacional dos Produtores de Cacau.

Aguardando o USDAOs preços do algodão subiram ontem na bolsa de Nova York diante da expectativa em relação a possíveis ajustes que podem ser realizados nos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que serão divulgados amanhã. Os contratos para maio terminaram o dia a US$ 1,3918 por libra-peso, ganho de 267 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado não espera por grandes mudanças nos estoques americanos de algodão, que estão em níveis baixos. Os operadores, no entanto, esperam que o USDA revise para baixo sua estimativa de abastecimento global, após as chuvas que atingiram a Austrália na semana passada. Em Primavera do Leste (MT), o algodão foi negociado ontem a R$ 105,80 por arroba, valorização de 1,7%, segundo o Imea/Famato.

Ameaça climáticaAs ameaças climáticas que ainda colocam em risco as lavouras de Brasil e Argentina fizeram com que os preços da soja voltassem a subir na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em março terminaram o pregão de ontem cotados a US$ 13,805 por bushel, em alta de 15,50 centavos de dólar. Segundo informações da Bloomberg, há previsão de clima seco e temperaturas acima de 38 graus em algumas regiões produtoras da Argentina. Se as previsões de confirmarem, pode haver aumento do estresse hídrico das lavouras. A expectativa é que entre 15 de outubro e 14 de janeiro as precipitações fiquem abaixo do esperado para a Argentina. Em Rondonópolis (MT), a saca de soja foi negociada ontem a R$ 43,80, alta de 0,7% segundo levantamento do Imea.

Clima adversoOs contratos futuros do milho registraram ontem a maior alta em mais de uma semana, na medida em que o clima adverso ameaça reduzir a produção no Brasil e, principalmente, na Argentina. O tempo seco e a temperatura acima de 38° C em algumas regiões produtoras da Argentina elevarão o estresse sobre as plantas, informou o T-Storm Weather, de Chicago. "As chuvas não ocorreram em algumas regiões importantes da Argentina", disse Geg Grow, da Archer Financial Services, à Bloomberg. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em maio encerraram em US$ 6,1550 por bushel, com alta de 11,75 centavos de dólar. No mercado interno, o indicador Cepea/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos do milho ficou em R$ 29,26, uma alta de 1,01%.

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