Sara Lee inaugura nova fábrica de café em pó em Salvador
Unidade tem capacidade de processar 20% da produção baiana e gerará 500 empregos diretos na cidade
Quase 20% da produção anual de café da Bahia, cerca de 2,2 milhões de sacas, será absorvida pela nova fábrica Sara Lee, inaugurada ontem em Pirajá (subúrbio de Salvador).
Os dados são da Associação dos Produtores de Café (Assocafé-BA), que comparou a capacidade da nova indústria, que processará 450 mil toneladas de grãos, à produção do Estado.
A nova empresa produzirá os cafés das marcas Pilão e Cabocla na Bahia.Segunda fábrica da multinacional no Brasil, a Sara Lee prevê um volume de produção anual de aproximadamente 20 mil toneladas de pó para atender aos mercados das regiões Norte e Nordeste.
O secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, destacou a importância para os pequenos cafeicultores e produtores da agricultura familiar, responsáveis por mais de 95% da produção de café do Estado. “Isso vai agregar valor ao produto dos pequenos produtores porque eles vão receber um valor maior pelo produto, que antes era vendido para outros estados. O custo com logística de distribuição e transporte será reduzido”, ressaltou Salles.
Além da parceria com os cafeicultores, a fábrica também deve gerar mais de 500 mil empregos diretos e indiretos.
Segundo o secretário, outra vantagem da Bahia para o funcionamento da fábrica no estado é a capacidade de ser um dos únicos do Brasil a produzir os dois tipos de café utilizados pela empresa: o conillon e o café arábica.
Com a instalação dessa nova unidade, a Sara Lee pretende ampliar a participação no mercado do Nordeste, que hoje é de 10%, abaixo da média nacional para a empresa que é de 22,3%, de acordo com o presidente da Sara Lee, Dantes Hurtado. Os produtos da empresa já começam a ser distribuídos e comercializados a partir deste mês.
Embora agora a fábrica esteja mais próxima, o custo para o consumidor baiano não deve mudar, informa a empresa, que comercializa as marcas Pilão e Cabocla com preços sugeridos aomercado.As embalagens “almofadas” e a vácuo, com 250 g, custam em média de R$ 2,80.
Além do café Pilão tradicional, a fábrica de Salvador vai produzir as variantes Pilão Intenso (mais encorpado) e o Pilão Sabor e Leveza (mais suave). Hurtado sinalizou ainda o interesse em crescer no estado coma instalação de outra fábrica, ainda sem previsão, para a produção do café nas embalagens a vácuo.