Commodities Agrícolas

30/03/2011

Commodities Agrícolas



 

Pressão do dólar Pressionados pela valorização do dólar no mercado internacional, os preços do café tiveram ontem a segunda queda consecutiva na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam a terça-feira cotados a US$ 2,6645 por libra-peso, em queda de 460 pontos. Segundo analistas consultados pela Dow Jones Newswires, o mercado ainda segue um movimento de realização de lucros depois de as cotações do café terem alcançado altas históricas. Alguns analistas acreditam que o mercado possa testar um novo limite de baixa, com a libra-peso sendo negociada a US$ 2,60. Caso os preços recuem para esse nível, o mercado pode ter uma "reviravolta". No Brasil, os cafés finos foram negociados ontem a R$ 580 por saca, segundo o Escritório Carvalhes, de Santos.

Fim da crise? O mercado futuro de cacau despencou ontem com os sinais de que a crise política que afeta a Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa, pode ser resolvida logo. Segundo a Dow Jones Newswires, a expectativa é que a solução da crise permitirá desovar o cacau do país para o mercado. Apoiadores do presidente internacionalmente reconhecido, Alassane Ouattara, tomaram controle de uma importante área de cacau no oeste do país, um movimento que analistas consideram que tira poder do atual líder, Laurent Gbagbo, que se recusou a deixar o posto. O contrato com vencimento em julho fechou com queda de US$ 189, a US$ 3.062 por tonelada. Na Bahia, o cacau foi negociado a R$ 77,00 por arroba, queda de 6,1%, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Área menor nos EUA Especulações sobre a possibilidade de a área plantada com soja nos Estados Unidos ser a menor desde 2008 fizeram os preços da oleaginosa fechar em alta no pregão de ontem da bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho terminaram a terça-feira cotados a US$ 13,7225 por bushel, em alta de 13 centavos de dólar. Segundo pesquisa realizada pela Bloomberg, a expectativa do mercado é que o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã, traga uma área cultivada de 31,1 milhões de hectares. As estimativas apontam que os agricultores destinem uma área maior para as lavouras de milho e algodão. No Paraná, a saca de soja ficou ontem em R$ 43,93, queda de 0,54%, segundo dados do Deral/Seab.

Clima adverso Os contratos futuros de trigo encerraram em alta ontem na bolsa de Chicago com os temores de que o clima adverso nas Grandes Planícies e no centro-norte dos Estados Unidos afete a produtividade da safra e adie o plantio de trigo de primavera no país, informou a Bloomberg. As condições das lavouras de trigo pioraram na última semana nos Estados de Oklahoma e no Texas por causa do persistente clima seco enquanto na Dakota do Norte, a neve ameaça atrapalhar os trabalhos de campo. Na bolsa de Chicago, os contratos com vencimento em julho subiram ontem 11,75 centavos de dólar a US$ 7,727 por bushel. Em Kansas, o mesmo papel subiu 18,25 centavos de dólar a US$ 8,775. No Paraná, a saca de trigo ficou estável em R$ 26,61.

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