Commodities Agrícolas
Vendas especulativas Vendas especulativas fizeram com que os preços do café caíssem pelo segundo pregão consecutivo na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho fecharam a segunda-feira valendo US$ 2,908 por libra-peso, em baixa de 375 pontos. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, existe no mercado um sentimento de que a valorização registrada pelo café na semana passada, que levou os preços para o patamar mais elevado desde 1997, foi exagerada. Por esse motivo, muitos operadores estariam se desfazendo de posições compradas, em um movimento de realização de lucros identificado principalmente nas bolsas europeias. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq do café arábica fechou a segunda-feira valendo R$ 527,84 por saca, queda de 1,4%.
Demanda enfraquecida A queda nas importações da China fez com que os preços do algodão negociados na bolsa de Nova York recuassem pela terceira vez em quatro pregões. Os contratos para julho foram cotados a US$ 1,6639 por libra-peso, em baixa de 112 pontos. Dados da alfândega chinesa mostram que as importações do país recuaram 15% em março em comparação a fevereiro. Analistas consultados pela Bloomberg disseram que as indústrias têxteis do país asiático deixaram de comprar pois não conseguiam mais ter lucros depois da recente alta dos preços no mercado internacional. "Enquanto as compras forem adiadas os preços continuarão caindo", disse Chris Kramedjian, da FCStone. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 3,3247 por libra-peso, queda de 3,57%.
Clima adverso Os futuros de milho encerraram o pregão de ontem no maior patamar em quase três semanas em Chicago, impulsionados pelo clima ruim para as lavouras nos EUA. De acordo com o serviço meteorológico americano, os campos de Montana a Ohio receberam mais que o dobro de chuva nos últimos 30 dias para esta época do ano. A precipitação também deverá ser recorde em Indiana, Ohio e Illinois. "O clima continua a impulsionar o mercado", disse Mark Schultz, analista-chefe da Northstar Commodity Investment, à Bloomberg. Em Chicago, os papéis para julho fecharam a US$ 7,6850 por bushel, alta de 24 centavos de dólar. No Paraná, a saca de 60 quilos saiu, em média, por R$ 24,12, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
Mercado atento A preocupação com a queda da produção global persistia ontem no mercado, mas um componente extra ajudou a elevar a cotação do trigo nas bolsas americanas: o clima ruim. Regiões produtoras importantes dos Estados Unidos estão recebendo mais chuvas que o esperado para esta época, o que pode afetar as lavouras. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em julho fecharam o dia a US$ 8,6125 por bushel, com alta de 26,50 centavos de dólar. Já na bolsa de Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, os contratos com vencimento no mesmo período fecharam a US$ 9,71, com alta de 28 centavos por bushel. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos do trigo ficou em R$ 27,11, com valorização diária de 0,04%, segundo o Deral.