Commodities Agrícolas

27/04/2011

Commodities Agrícolas
 





Compras especulativas Após a forte queda no pregão de segunda-feira, os futuros do café arábica reverteram o movimento e fecharam com expressiva alta ontem na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em julho encerraram o dia valendo US$ 2,9630 por libra-peso, valorização de 550 pontos. A alta aconteceu, segundo a agência Dow Jones Newswires, porque especuladores compraram posições apostando que mais chuvas torrenciais devem ocorrer na Colômbia - segundo maior produtor mundial de arábica - reduzindo esperança de que o país possa recuperar sua produção, após três colheitas consecutivas abaixo da média. No mercado interno, indicador Cepea/Esalq para o grão arábica fechou em forte valorização de 1,71% com a saca valendo R$ 536,84.

Demanda ameaçada Sinais de enfraquecimento da demanda na China fizeram com que os futuros de algodão tivessem limite de baixa ontem na bolsa de Nova York. Os papéis para julho fecharam o pregão a US$ 1,60 a libra-peso, desvalorização de 600 pontos. Os preços da commodity no mercado chinês enfraqueceram, o que configura, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, US$ apenas mais um sinal de que a demanda está recuando após os preços atingirem níveis recordes. A escassez de algodão no ano safra que termina em 31 de julho será 24% menor do que o previsto em março devido à queda da demanda, liderada pela China, segundo a Bloomberg. No mercado de Itiquira (MT), a arroba voltou a cair fechando em R$ 107,50, recuo de 3,6% no dia, segundo Imea/Famato.

Conjuntura chinesa Os indícios de retração na economia chinesa afetaram os futuros da soja na bolsa de Chicago, forçando a primeira queda em quatro sessões. Os contratos para julho encerraram o dia valendo US$ 13,8925 o bushel, retração de 7,25 centavos. Ontem no mercado, havia muita especulação de que a China pode reduzir importações, aumentar taxa de juros e, ao elevar os custos, reduzir os lucros dos processadores do grão, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. Os mesmos especialistas acreditam que a China pode subir o custo dos empréstimos já no segundo trimestre após ter feito quatro aumentos desde outubro. No mercado interno, a saca do grão em Campo Novo do Parecis (MT) encerrou o dia em queda de 0,55%, valendo R$ 36, de acordo com o Imea/Famato.

Plantio atrasado O mais lento ritmo de plantio de milho registrado desde 1998 nos Estados Unidos fez com que os preços do cereal subissem ontem para o patamar mais elevado em duas semanas na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento julho terminaram a terça-feira cotados a US$ 7,7275 por bushel, em alta de 4,25 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, as fortes chuvas que caem sobre a região produtora americana têm deixado os campos muito úmidos, impedindo que as máquinas entrem nas lavouras. Até o último domingo, apenas 9% da área prevista para receber o cereal estava semeada, sendo que a média para está época do ano é de 23%, segundo o USDA. No Paraná, a saca de milho foi cotada ontem a R$ 24,09, em queda de 0,12%, de acordo com levantamento do Deral/Seab.

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