Debate sobre cafeicultura reúne produtores em Barra da Estiva
A Bahia ocupa a quarta posição nacional na produção de café, parte dela concentrada na região
Para ampliar os debates sobre as culturas em desenvolvimento no Território de Identidade da Chapada Diamantina, em especial a do café, produtores rurais, lideranças políticas e empresariais, além de representantes do governo estadual, participaram na manhã de ontem da abertura do 3º Encontro dos Produtores Rurais de Barra da Estiva e região.
O governador Jaques Wagner esteve presente no evento, que discute o tema "Desafio para a cafeicultura: produzir com qualidade, buscando alternativas e diversificação para a agricultura familiar". Atualmente, a Bahia ocupa a quarta posição nacional na produção de café.
O encontro continua até amanhã, na Câmara de Vereadores do município, e discute assuntos como o uso correto do solo e novos mecanismos de produção que melhorem a qualidade, a competitividade e a industrialização.
Duas barragens – Nos últimos quatro anos, o governo baiano entregou aproximadamente 210 despolpadores de café. Durante o evento, Jaques Wagner anunciou a destinação de outras 250 máquinas para estimular a atividade no estado.
"Minha obrigação enquanto governador é chegar perto do produtor, trazer tecnologia, financiamento, condições de comercialização para que as pessoas que vivem da agricultura possam agregar mais valor à produção."
Ele falou também sobre a construção de uma barragem na região. "Estamos com projetos prontos para a construção de duas barragens. Vamos executar pelo menos um e entregá-lo nos próximos quatro anos".
Segundo o governador, o valor de um dos projetos é de quase R$ 20 milhões, porém "o importante é que pode gerar de 8 mil a 10 mil empregos".
Diversificar culturas – A programação do encontro inclui também temáticas referentes ao gado leiteiro e de corte, além de técnicas sobre adubação e manejo voltadas ao pequeno agricultor.
A Secretaria da Agricultura (Seagri), por meio da Bahia Pesca e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), apoia a realização das palestras, como informa o coordenador do evento, Álvaro Ferraz. Segundo ele, o encontro – a custo zero para os produtores – cresceu muito desde a primeira edição, em 2009.
Ferraz lembra que "a concentração é muito grande na cafeicultura. Vivemos um momento maravilhoso, mas poderão vir preços menores em breve. Nosso objetivo é desenvolver um projeto de diversificação com culturas que já deram certo aqui na região como a de maçã, morango e batata. Isso pode agregar condição de sustentabilidade", disse.