Commodities Agrícolas

02/05/2011

Commodities Agrícolas

 


Forte alta

Os contratos futuros do suco de laranja concentrado negociados na bolsa de Nova York encerraram o pregão de sexta-feira com alta. Os papéis para entrega em julho fecharam o dia a US$ 1,6870 por libra-peso, com alta de 250 pontos. Segundo analistas de mercado ouvidos pela Dow Jones Newswires, a tendência altista deverá prosseguir até que a próxima safra comece a ser colhida, em dezembro. Isso porque temperaturas muito baixas deixaram os estoques americanos em patamares historicamente baixos nos últimos dois anos, provocando uma elevação nos preços. No mercado doméstico, a caixa de 40,8 quilos da laranja pera in natura ficou em R$ 15,55, retração de 2,39%, segundo levantamento do Cepea/Esalq. No mês de abril, o produto acumula queda de 30,52%.

Clima seco e dólar

O enfraquecimento do dólar e, novamente, a preocupação sobre o efeito do tempo seco nas lavouras americanas, ajudaram a elevar as cotações do algodão na bolsa de Nova York na sexta-feira, após uma semana de fortes quedas. Os papéis com vencimento em julho encerraram o pregão a US$ 1,5802 por libra-peso, valorização de 600 pontos. O clima quente e seco no Sul dos Estados Unidos pode afetar as lavouras de algodão, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O enfraquecimento das cotações da pluma na China também influenciaram o movimento, de acordo com a Dow Jones Newswires. Em Itiquira (MT), a arroba da pluma fechou a sexta-feira cotada a R$ 96,5, queda de 1,8% em relação ao dia anterior, segundo o Imea/Famato.

Excesso de chuvas

As especulações sobre o clima determinaram os rumos dos preços da soja na bolsa de Chicago na última sexta-feira, que voltaram a subir depois de três dias de quedas consecutivas. Os contratos com vencimento em julho fecharam o último pregão da semana passada cotados a US$ 13,94 por bushel, em alta de 40,50 centavos de dólar.

Previsões da Global

Weather Monitoring mostram que existe a possibilidade de que ocorram três tempestades até o fim desta semana, o que pode atrasar o plantio da safra. Segundo a Bloomberg, outra preocupação dos operadores é em relação ao frio, que está cada vez mais intenso e pode prejudicar o solo. No Paraná, a saca de soja foi negociada a R$ 40,68, em queda de 0,49%, segundo levantamento do Deral/Seab.

De olho no clima

Os contratos futuros do milho encerraram em alta no pregão de sexta-feira. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em julho fecharam a US$ 7,560 por bushel, com alta de 27,25 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, o mercado continua acompanhando de perto as previsões meteorológicas, já que os produtores americanos dependem do bom tempo para expandir a área plantada com o cereal, na tentativa de recompor seus estoques. As preocupações em relação à forte demanda global, que está secando os estoques de milho, puxaram os preços do cereal para patamares recordes. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 29,27, com variação positiva diária de 0,93%. No mês, o milho acumula desvalorização de 5,21%.

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