Commodities Agrícolas

04/05/2011

Commodities Agrícolas



 


Ainda os furacões. O risco de que a temporada de furacões no Atlântico - que "oficialmente" começará em junho - prejudique a produção americana de laranja continua a impulsionar a escalada das cotações do suco na bolsa de Nova York. Ontem, os contratos com vencimento em julho encerraram a sessão negociados a US$ 1,7290 por libra-peso, alta de 330 pontos em relação à véspera. Além dos furacões, traders consultados pela agência Dow Jones Newswires realçaram que as cotações seguem muito sensíveis às variações do dólar. Se a moeda americana sobe, normalmente a commodity cai, e vice-versa. Em São Paulo, a indicação do Cepea/Esalq para a caixa de 40,8 quilos da laranja destinada às indústrias de suco no mercado spot permanece em R$ 15.

Impulso chinês. A valorização registrada no mercado chinês alavancou as cotações do algodão ontem na bolsa de Nova York, que assim recuperaram parcialmente as fortes perdas registradas na semana passada, fruto de dias seguidos de liquidação de contratos. Os papéis com vencimento em julho fecharam a US$ 1,5751 por libra-peso, ganho de 306 pontos em relação à véspera. Traders ouvidos pela Dow Jones Newswires afirmaram que, como o plantio nos Estados Unidos está atrasado e incertezas climáticas pairam sobre regiões produtoras do país, novas valorizações são esperadas. Em Sorriso (MT), a indicação do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea/Famato) para a arroba da pluma permanece acima de R$ 95. A colheita no Estado começa neste mês.

Oferta alternativa. Especulações de que a demanda pela soja americana sofrerá uma queda depois de os preços terem subido muito nos últimos pregões fizeram com que as cotações do grão fechassem em queda ontem na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em julho terminaram a terça-feira valendo US$ 13,6375 por bushel, em queda de 29,25 centavos de dólar. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, os importadores podem buscar outras fontes de fornecimento, como o Brasil - que teve sua produção para a safra 2010/11, já praticamente colhida, elevada para 72,5 milhões de toneladas pela publicação alemã "Oil World". No mercado interno os preços subiram. A saca foi negociada ontem a R$ 40,77 no Paraná em alta de 0,30%, segundo levantamento do Deral/Seab.

Melhoras no clima. A perspectiva de melhoras climáticas nos Estados Unidos fez com que os preços do milho fechassem ontem em queda na bolsa de Chicago, a segunda consecutiva na semana. Os contratos com vencimento em julho terminaram o pregão de terça-feira cotados a US$ 7,2375 por bushel, em queda de 10,75 centavos de dólar. Segundo a Bloomberg, o mercado acredita que um clima mais quente e seco nos próximos dias permitirá que o plantio avance nos Estados Unidos. Os trabalhos vinham sendo prejudicados pelas fortes chuvas que atingiam a região produtora e impediam que as máquinas entrassem nas lavouras. No mercado interno os preços fecharam a terça-feira em alta. No Paraná, a saca de milho foi negociada ontem a R$ 24,15, com ganhos de 0,21%, segundo o Deral/Seab.

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