A Prefeitura de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, com 2,3 mil habitantes, adota a prática da reciclagem de lixo orgânico desde 1996, quando foi criado o Programa de Compostagem dos Resíduos Orgânicos. Executado pela Superintendência de Limpeza Urbana, o programa transforma os resíduos orgânicos de mercados, supermercados, feiras, sacolões, restaurantes e de poda da vegetação de áreas públicas em 97 toneladas de adubo orgânico (terra vegetal) por mês.
De acordo com informações da assessoria de comunicação da Superintendência de Limpeza Urbana, o material coletado separadamente nas grandes fontes geradoras é transportado para o pátio de compostagem, na Central de Tratamento de Resíduos Sólidos. Lá, é misturada ao produto da poda triturada até ser transformado em composto orgânico por meio da decomposição realizada pelos microorganismos (bactérias, fungos e actinomicetos) presentes na própria massa do resíduo. Pronto, depois de quatro meses, o composto é utilizado como fertilizante orgânico em hortas escolares, praças e parques e também na recuperação de áreas degradadas pela erosão, protegendo taludes (barrancos) e encostas.
ALIMENTOS – Outra medida da Prefeitura de BH para diminuir a quantidade de resíduos descartados no aterro sanitário é o aproveitamento de frutas, legumes e verduras descartados nos mercados que ainda podem ser consumidos. Lançado em dezembro de 2003, o Programa Alimentar é gerenciado pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), com o apoio da Secretaria Municipal Adjunta de Abastecimento (Smaab) e o acompanhamento do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comusan), que ativou a ação do Banco de Alimentos no município.
De acordo com a assessoria, são beneficiadas cerca de 15 mil pessoas por mês, atendidas por entidades beneficentes, entre elas creches, albergues, casas de recuperação, orfanatos e asilos.
Em 2005, o Programa Alimentar arrecadou mais de 430 toneladas de alimentos.