Grupo Chongqing lança pedra fundamental de processadora de soja e anuncia indústria têxtil em Barreiras
Foto: Ascom/Seagri
(Barreiras – BA) - Menos de dois meses depois de ter assinado com o governo baiano, em Pequin, Protocolo de Intenções para construir um complexo industrial na Bahia, no município de Barreiras, o presidente da empresa Chongqing Dragonfly Oil, Hu Junlie e o governador da província de Chongqing, Huang Qi Fan, acompanhados pelo secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, representando o governador Jaques Wagner, e pela prefeita Jusmari Oliveira, lançaram na tarde deste domingo, (5), a pedra fundamental da indústria Universo Verde, braço da empresa chinesa no Brasil. O investimento nesta indústria é de R$ 300 milhões, mas o pensamento do grupo é investir até R$ 4 bilhões de reais na Bahia.
A esmagadora de soja, disse Huang Qi Fan, “é apenas o primeiro investimento do grupo na Bahia”. Ele anunciou que “este Estado tem grande produção de algodão e nós vamos implantar uma indústria têxtil, em Barreiras”. O governador de Chongqing disse ainda que o grupo tem interesse de investir na área de mineração, citando a produção baiana de ferro. “Este local, (a Bahia), tem as melhores condições de trabalho”, disse ele. “Decidimos investir aqui porque sentimos segurança no governo do Estado e de Barreiras”, disse Hu Junlie, acrescentando que “a China tem o que a Bahia precisa, e a Bahia tem o que a China necessita”, fazendo referência à experiência das indústrias chinesas, e à capacidade da Bahia de produzir alimentos com qualidade e regularidade.
Além do secretário Eduardo Salles, participaram do evento o superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz, o chefe de gabinete da Secretaria de Indústria e Comércio, Luiz Gonzaga, o superintendente da SICM, Albert Hartmann, e a assessora internacional do governo da Bahia, Cristiane Gouveia.
O anúncio da fábrica têxtil foi feito em Barreiras depois de uma longa conversa entre o secretário da Agricultura Eduardo Salles, o presidente da Chongqing Dragonfly Oil e o governador de Chongqing, durante jantar na noite de sábado, (4), na churrascaria Fogo de Chão, em Salvador. Salles disse aos empresários chineses que a Bahia é o segundo maior produtor de algodão do País, com fios semelhantes aos do Egito. Na safra 2010/2011, segundo o terceiro levantamento, o algodão do Oeste baiano foi o grande destaque para o crescimento da produtividade da região. A área plantada com a cultura aumentou 51% em relação ao ano-safra anterior, ficando em 371 mil hectares. Isso fez com que a produção saltasse de 372 mil toneladas de pluma em 2009/10 para 600 mil toneladas de pluma nesta safra, uma variação positiva de 62%.
Para a prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira, o anúncio da fábrica têxtil foi um grande presente para o município que administra. “Nós trabalhamos muito nestes dois anos, em parceria com o governo do Estado, para trazer a esmagadora de soja. Estamos felizes com a decisão do grupo chinês de implantar uma indústria têxtil aqui, pois isso significa desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda na região, através da revitalização da atividade industrial”, disse ela.
NÃO FALTARÁ SOJA
A nova usina vai esmagar 1,5 milhão de tonelada de soja por ano, quase metade da produção anual do Estado que na safra 2010/2011 alcançou a marca de 3,6 milhões de toneladas. O secretário Eduardo Salles, afirmou que outras processadoras de soja podem se instalar na Bahia, sem o risco de faltar o grão. Ele explicou que na região chamada Mapito, (Maranhão, Piauí e Tocantins), a produção de soja na última safra foi superior a 3,7 milhões de toneladas, que somadas à safra baiana chega a 7 milhões de toneladas, produção que pode ser dobrada.
Salles comemorou o lançamento da pedra fundamental e disse que “a Bahia deu hoje um grande passo para ter uma das maiores indústrias processadoras de soja do mundo”. A nova indústria será construída numa área de 100 hectares, às margens da BR-242, entre Barreiras e Luis Eduardo Magalhães, disponibilizada pela prefeitura de Barreiras. A estimativa é que inicialmente sejam gerados 300 empregos diretos, número que na fase final do projeto deverá passar de mil. Os empregos indiretos deverão chegar à casa de sete mil.
Segundo o presidente do grupo, Hu Julie, o projeto contempla o beneficiamento de alimentos, armazenagem de grãos e logística. “Vamos construir um pólo industrial com capacidade inicial de esmagar 1,5 milhão de toneladas de soja, refinar 300 mil toneladas de óleo, e armazenar 400 mil toneladas de grãos”. Ele disse que o grupo vai investir também numa fábrica de fertilizantes e um porto seco, para armazenamento de grãos e integração com a rede de escoamento.
O secretário Eduardo Salles destacou que a agroindustrialização é prioridade do governo Wagner, e reiterou que o Estado, em parceria com a prefeitura de Barreiras, se empenhou em dar condições para que o Chongqing Grain Group inicie a construção da indústria de beneficiamento de soja. Salles disse ainda que o grupo escolheu uma das melhores região do Brasil para realizar o empreendimento. “Temos aqui os maiores índices de produtividade do mundo. São mais de um milhão de hectares de área plantada de soja”, disse. Para ele, “este é o início de uma parceria, de muitos outros investimentos chineses na Bahia”.
Fonte:
Ascom Seagri
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