Commodities Agrícolas
Oferta no Brasil As preocupações sobre a oferta de açúcar do Brasil, o maior produtor mundial, fizeram com que os futuros da commodity fechassem a sexta-feira em nova alta na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro encerraram o dia a 24,54 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 55 pontos. Do meio de março para 16 de maio, a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil caiu 47% se comparado com um ano antes, segundo dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) informados pela Bloomberg. Na segunda-feira, a entidade deve fazer uma nova atualização e já há indicativos de que a produção da commodity será revisada para baixo. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal fechou em alta de 0,44% a R$ 54,24.
Falta de notícias O início da temporada de furacões e a falta de notícias sobre clima e condição de oferta fizeram com que os futuros de suco de laranja fechassem em alta na bolsa de Nova York. O contratos para setembro subiram 95 pontos na sexta-feira e fecharam a US$ 1,8080 a libra-peso. De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, os futuros da commodity encerraram a semana em um território positivo, mas os preços estão sendo contidos no atuais níveis, com poucas notícias sobre clima e oferta e demanda para mudar esses patamares. No mercado interno, a laranja pera in natura fechou em queda de 0,24% valendo R$ 12,36 a caixa de 40,8 quilos, segundo levantamento do Cepea/Esalq. Essa foi a quarta queda consecutiva da semana. No mês, a caixa sofreu variação negativa de 5,94%.
Safra americana O mercado manteve acesa a preocupação de que a oferta de algodão nos Estados Unidos pode ser prejudicada, o que provocou novas altas nos preços da commodity na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em outubro fecharam o pregão de sexta-feira a US$ 1,3967 por libra-peso, alta de 111 pontos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou sua estimativa de produção da pluma. Foi a primeira vez que o governo reduziu sua previsão de junho na comparação com o mês de maio desde 1998. As lavouras no Texas, principal região produtora americana, estão sendo afetadas depois de sofrerem da maior seca para um mês de maio desde 1956, segundo a Bloomberg. No mercado de Primavera do Leste (MT), a arroba continua estável em R$ 74, segundo o Imea/Famato
Correção de preços Os contratos futuros da soja encerraram o pregão de sexta-feira com queda. Na bolsa de Chicago, principal referência no mercado internacional de grãos, os papéis com vencimento em agosto ficaram a US$ 13,8225 por bushel, com recuo de 5,00 centavos de dólar. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, houve uma continuidade no processo de "correção de preços" altos, depois que os dados divulgados na quinta-feira pelo Departamento de Agricultura americano apontaram para uma leve elevação dos estoques finais da commodity (18,8% em relação à estimativa de maio). Já no mercado doméstico, o Esalq/BM&FBovespa, indicador para a saca de 60 quilos, ficou em R$ 48,20, com queda de 1,17%. No mês, a commodity caiu 1,63%.