Commodities Agrícolas
Produtores vendem
Os preços futuros do café fecharam em queda ontem nas bolsas internacionais, pressionados por vendas dos países produtores no mercado. Na bolsa de Nova York, os contratos para dezembro encerraram o dia a US$ 1,1135 a libra-peso, com recuo de 125 pontos sobre o pregão anterior. Em Londres, os contratos para novembro fecharam a US$ 1.543 a tonelada, baixa de US$ 43 sobre o pregão anterior. Analistas ouvidos pela Reuters informaram que produtores da Colômbia e do Brasil foram vendedores. Vendas de especuladores e e liquidação de fundos também tiraram o suporte. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou ontem cotada a R$ 239,83, de acordo com o índice Cepea/Esalq. A colheita de café arábica no Brasil já está quase 50% concluída.
Movimento técnico
Os preços futuros da soja encerraram o pregão em alta ontem, na bolsa de Chicago, como reflexo de movimento técnico, depois que as cotações se aproximaram das mínimas dos últimos oito meses e meio, segundo a agência Reuters. Os contratos para novembro fecharam a US$ 5,6650 o bushel, com aumento de 4,25 centavos sobre o pregão anterior. Analistas ouvidos pela Reuters disseram que os preços do grão também tiveram suporte com o aumento das cotações do farelo. "Houve cobertura de posições vendidas no farelo. Com base em nossas estimativas, os fundos estão carregando uma posição vendida recorde de farelo para futuros e opções", disse Dale Gustafson, do Citigroup. No mercado paulista, a saca de 60 quilos fechou a R$ 27,20, segundo o índice Cepea/Esalq.
Safra mundial maior
O déficit mundial na safra 2005/06, que se encerra em setembro, deve ficar em 5 mil toneladas, segundo a Organização Internacional do Cacau (OIC). A estimativa feita em maio era de 161 mil toneladas. Conforme a entidade, a safra mundial será maior, de 3,5 milhões toneladas. O processamento será de 3,47 milhões de toneladas e os estoques mundiais somarão 1,4 milhão. Ontem, os preços do cacau subiram na bolsa de Nova York, com compras especulativas, influenciadas pela queda do dólar frente à libra, informou a Dow Jones Newswires. O contrato para dezembro subiu US$ 13, para US$ 1.534 por tonelada. Em Londres, os preços também subiram com compras por fundos sob influência do câmbio. O contrato para dezembro subiu 5 libras, para 860 libras por tonelada.
Alojamento cresce
O frango vivo registrou alta ontem no mercado paulista. Conforme a Jox Assessoria Agropecuária, a cotação subiu R$ 0,05, para R$ 1,25 o quilo na granja. O preço estava inalterado desde o dia 8 passado. Segundo Oto Xavier, da Jox, há menos oferta de frango e integrações estão entrando no mercado para comprar a ave viva. No médio atacado paulista, o preço do frango abatido resfriado ficou estável em R$ 1,75 em média, ontem. Um mês antes, estava em R$ 1,35 o quilo. Apesar da recuperação - por conta de um momento de menor oferta -, não significa que a produção esteja diminuindo. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco), em julho, o alojamento foi de 387,6 milhões de aves, acima dos 379,8 milhões de junho, mas abaixo dos 398,5 milhões de julho de 2005.