Commodities Agrícolas

21/06/2011

Commodities Agrícolas
 





Oferta no Brasil As preocupações em torno da oferta de açúcar no Brasil voltaram a sustentar as cotações do produto na bolsa de Nova York. Os contratos para outubro fecharam o pregão a 26,21 centavos de dólar por libra-peso, alta de 83 pontos. Os atrasos no embarque de açúcar nos portos do Brasil foram o gatilho para o movimento de alta, segundo a Bloomberg. Citando a consultoria Datagro, a agência informou que o atraso nos embarques pode alcançar de 20 a 30 dias. "O Brasil, maior produtor mundial de açúcar, é a principal razão da alta nos preços. Temos níveis consistentes de preocupação quanto à oferta da commodity nesta safra", diz Juliano Ferreira, da corretora ICAP Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal subiu 0,20% com a saca a R$ 55,03.

Mais um tombo Os futuros de café despencaram ontem na bolsa de Nova York com a continuidade dos movimentos de venda de posições e com a indicação de clima favorável à colheita no Brasil. Os papéis para setembro fecharam o dia a 246,30 centavos de dólar por libra-peso, retração de 620 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, a queda não é atribuída à retração da demanda, já que os estoques do arábica na bolsa americana estão saindo dos armazéns. Mas pode ter sido causada por um movimento técnico de venda de posições no trimestre. Além disso, os riscos de geadas no Brasil diminuíram com as previsões de temperaturas mais quentes. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica fechou em baixa de 1,29% com a saca de 60 quilos a R$ 501,56.

Na onda do mercado O suco de laranja concentrado e congelado subiu ontem na bolsa de Nova York, seguindo os ganhos em outros mercados de commodities agrícolas. Os papéis com vencimento em setembro encerraram o pregão na bolsa americana a 182,70 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 445 pontos. Analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires explicam que pequenas notícias do ponto de vista de fundamentos da commodity estão sendo esperadas até que o mercado consiga ver mais atividade na estação de furacões no Atlântico - o que poderia trazer ainda mais impacto para cima nos futuros do suco. No mercado interno, a caixa da laranja pera in natura fechou em queda de 0,78% valendo R$ 11,46. No mês, a caixa da fruta acumula queda de 12,79%.

Alta menor em SP O IqPR, índice de preços recebidos pelos produtores agropecuários de São Paulo pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado - encerrou a segunda quadrissemana de junho com alta de 1,51%. Foi a sexta variação positiva consecutiva do indicador, mas a menor delas, o que indica que a tendência perdeu fôlego. Mais uma vez a valorização foi determinada pelo comportamento das cotações no grupo formado por 14 produtos de origem vegetal - que subiu, em média, 3,95%, com destaque para os saltos do tomate (34,06%) e sobretudo da cana (9,66%), que tem peso maior no cálculo. No grupo composto por seis produtos de origem animal, houve queda de 4,56%, puxada pela baixa da carne suína (14,74%).

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